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Big Data
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O agronegócio no Brasil

O Brasil é especialmente privilegiado, em termos de extensão territorial e fertilidade do solo. Considerando isto, não surpreende que o país se destaque na produção de soja, café, suco de laranja, carne bovina e frango. Manter esta posição no mercado internacional, contudo, demanda investimentos crescentes em tecnologia. É onde entra em cena a BIG DATA do agronegócio brasileiro.

Afinal, garantir a qualidade dos alimentos é apenas uma das demandas a serem atendidas. É necessário também, seguir normas ambientais, de bem-estar animal e ao mesmo tempo, reduzir os desperdícios. Uma vez que o campo gera cada vez mais informações, por meio de equipamentos, softwares e satélites, podemos aproveitá-los estrategicamente.

O processo que nos leva ao agro 4.0 vai impactar diretamente na produtividade. Em outras palavras, a conectividade entre máquinas autônomas e sistemas de gestão no cotidiano do agronegócio será um impulsionador. E este caminho será pavimentando não apenas com ajuda do Big Data (BD), mas também da Internet das Coisas (IoT).

Considerando todo este panorama, fica então o questionamento de como estas tecnologias e conhecimentos vêm sendo aplicados no país. A agricultura de precisão é hoje o melhor exemplo de como estamos usando o Big Data. Antes de continuar, no entanto, é importante esclarecermos melhor o que é o BD e qual a sua função.

Esclarecendo melhor o que é Big Data

Muitas pessoas enxergam a Big Data apenas como um grande volume de dados circulando no meio digital. Acontece que esta não é uma descrição exata do conceito. Embora ele envolva de fato a produção informacional em grande escala, também implica na sua análise. Ou seja, naquilo que podemos extrair em termos de informação relevante.

Sendo assim, abordamos aqui como capturar dados cuja interpretação oferece vantagens competitivas. Seja por influenciar os processos decisórios, pelo impacto produtivo causado ou por colaborar na redução de custos. Para entendermos a BIG DATA do agronegócio brasileiro, devemos lembrar ainda que os dados hoje transitam na nuvem.

Graças a isto, podem ser consultados no campo, na sede da fazenda e até mesmo de forma remota. As máquinas transmitem em tempo real, informações da lavoura aliando telemetria e Internet móvel. Significa que na prática o BD serve aos fins de rastreabilidade, predição e gestão dos sistemas produtivos.

A BIG DATA do agronegócio brasileiro: Ancorando a agricultura de precisão

A BIG DATA do agronegócio brasileiro serviu para impulsionar a agricultura de precisão. Afinal, todos os processos automatizados e que dependem da tecnologia da informação implicam na troca de dados. No caso particular do campo, são dados brutos, logo, não-estruturados.

As ferramentas de análise profunda traduzem tudo isto em informação relevante. É deste modo que um produtor consegue dosar com precisão quanto vai aplicar de determinado insumo na sua plantação. Esta resposta pode levar em conta fatores como a variação climática e dados específicos do solo.

Como o volume de dados tratado com a BD é elevado, mas qualificado, a precisão das recomendações é alta. E o mesmo pode ser dito de quaisquer diagnósticos de solo, maquinário, defensivos, insumos e assim por diante. Consequentemente, podemos diminuir os custos produtivos e evitar a contaminação por agrotóxicos, produzindo mais e melhor.

Unida à telemetria, por exemplo, esta tecnologia permite avaliar performance, velocidade e desgaste de equipamentos. Ao mesmo tempo, pode ser dado feedback ao operador para que realize os ajustes necessários ou para que faça manutenções. O fato é que o BD dá sugestões bastante específicas para os produtores.

Benefícios e oportunidades de uso da Big Data no setor

Para que o Big Data mostre todo o seu potencial são instalados sensores ao longo das propriedades. Também se elaboram algoritmos que extraem as informações relevantes para o produtor. O que isto oferece na prática é um melhor aproveitamento de cada hectare e cultura.

Cabe ressaltar que o banco de dados criado a partir da produção é útil para empresas e produtores de todos os tamanhos. Um recurso já bastante comum, mesmo em negócios pequenos, é o monitoramento por drones.

Eles transmitem as imagens aéreas em tempo real, aprimorando o controle da lavoura. A BIG DATA do agronegócio brasileiro também é capaz de levantar informações sobre fertilidade e umidade do solo. Outros detalhes mensuráveis são temperatura, precipitação e velocidade dos ventos.

É interessante notar que todo este suporte tecnológico ajuda a fortalecer as práticas sustentáveis. Lembramos que, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil usa 72% da sua água na agricultura. Portanto, é preciso muita atenção quando falamos de cuidados ambientais se quisermos atingir o compliance.

Diminuir a pressão exercida no meio-ambiente e os desperdícios é um dos benefícios de adotarmos o BD no campo. Avaliando a umidade, por exemplo, sabemos quando há real necessidade de água. E como dissemos ao longo deste artigo, as métricas e indicadores ajudam a tomar as melhores decisões para o plantio.

Blockchain e descomoditização do agronegócio

Com a perspectiva de trabalhar dados brutos, há também um grande potencial de adoção do Blockchain no setor. Conhecido como “protocolo de confiança”, esta ferramenta de registro distribuído já é adotada até mesmo no mercado financeiro. No contexto agro, podemos trabalhar com um local público onde inserimos os dados do manejo.

O conceito assim descrito pode ser trabalhado na pecuária. Sobretudo quando há vários agentes lidando com as diferentes fases da criação animal. Com o Blockchain, podemos compartilhar as informações veterinárias ao longo da cadeia produtiva. Isto representa maior controle sobre o produto que chega à bandeja.

Pois o produtor saberá a quantidade de hormônio residual e o tipo de manejo que foi feito na criação. É assim que a BIGDATA do agronegócio brasileiro pode gerar o processo de descomoditização. Logo, o produto que chegar na ponta final vai trazer um valor agregado que o diferencia de similares.

Outro benefício do Blockchain, é que ele elimina a necessidade de auditorias, já que as informações estão registradas no banco de dados público. Encerrando os nossos exemplos, há a previsão de safra. Podemos não só avaliar as culturas que vão apresentar melhores resultados no momento, como também identificar aquelas que estão com maior demanda no mercado.

O que o agronegócio brasileiro pode oferecer para o mundo?

Ao adotar o Big Data e outras tecnologias, o Brasil pode assumir um papel de vanguarda na expansão agropecuária global. Estudos apontam que podemos contribuir em 40% no aumento da produção mundial até 2050. Vale lembrar que até lá o planeta precisará alimentar mais de 9 bilhões de pessoas! Sem a BIG DATA do agronegócio brasileiro será difícil atingir esta meta.

O que precisamos absorver de tudo isto, é que os agentes do campo já não devem produzir apenas carne e diferentes culturas, mas também dados. É este que será o grande diferencial competitivo das empresas rurais no futuro próximo. Quer ficar atualizado sobre as últimas novidades da tecnologia aplicada ao agronegócio? É só assinar a nossa newsletter.

Publicado em:

Estrategias que Transformam

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