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IOT
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IOT e aplicação para a indústria brasileira

A tecnologia tomou conta da maioria dos setores econômicos mundiais e isso já não é mais novidade para ninguém. A cada dia que passa, esse avanço será cada vez maior, o que chega a ser ameaçador para muitos profissionais e estimulante para a criação de outros cargos. Uma das principais tendências de futuro já está entre nós: a Internet das Coisas (IoT).

Essa nova ferramenta, capaz de compartilhar dados e informações entre diferentes objetos para executar tarefas complexas, já está sendo implementada em diferentes setores, desde o comércio até a indústria.

Através da IoT, é possível executar atividades complexas que poderiam ser falhas se realizadas pelas mãos do homem. Ela é capaz de analisar dados recebidos e gerenciar as ações de cada objeto que esteja conectado na rede de IoT. A base para o funcionamento da IoT são sensores e dispositivos, que tornam a comunicação entre as “coisas” possível. Além disso, é preciso um sistema de computação para possibilitar tal análise.

Apesar de ser presente em nosso cotidiano em diversos setores, na indústria a IoT é ainda mais importante e também desafiadora. Parte da Indústria 4.0 ou Quarta Revolução Industrial, é altamente disruptiva para as indústrias. Um estudo do McKinsey Global Institute, mostra que o impacto da IoT na economia mundial será entre US$ 4 trilhões e US$ 11,1 trilhões por ano até 2025.

IoT na indústria

Nesse setor, tem a capacidade de monitorar, coletar, mudar, analisar e entregar dados e informações fundamentais para que as indústrias tomem decisões rápidas e muito mais certeiras.

Também nomeada como IIoT (Industrial Internet of Things) para a indústria, essa tecnologia tem um papel fundamental para o setor em especial, uma vez que consegue aprimorar e até mesmo desenvolver todo o maquinário da fábrica, tornando-as muito mais inteligentes e úteis para uma produção mais rápida e correta.

Como forma de coleta de dados, é fundamental para feedbacks e tomadas de decisão. É capaz de coletar e analisar o Big Data, rastrear a produção e ainda fazer a manutenção preventiva dos maquinários. Ou seja, evita o trabalho moroso pelo homem e o retrabalho, permitindo que nós foquemos apenas em decisões e tarefas mais complexas no dia a dia da indústria.

A redução do tempo gasto na produção e, consequentemente, a economia de dinheiro e a maior lucratividade, vem fazendo brilhar os olhos dos empresários, que já estão aplicando essa tecnologia em diversas etapas da produção industrial. Segundo a Bsquare, 86% das indústrias já estão implantando, ao menos em alguma etapa, dispositivos, sistemas e soluções IIoT.

Atualmente, a IoT já está bastante presente na indústria brasileira e mundial, principalmente para as seguintes finalidades:

  • Controle de máquinas;
  • Monitoramento de consumo de energia;
  • Acompanhamento de informações de entrada e saída;
  • Controle de estoque;
  • Otimização de operações e da produção como um todo;
  • Melhorias na área de cibersegurança;
  • Controle de movimento, posição e velocidade de equipamentos industriais;
  • Aperfeiçoamento de soluções de segurança do trabalho.

As vantagens da IoT na indústria

Aprimorar os diagnósticos, sem dúvidas é um dos principais benefícios possíveis com a internet das coisas. Através dos sensores embutidos nas máquinas, a tecnologia detecta os fatores internos e externos que interferem na produção, proporcionando uma análise completa para posterior avaliação humana. Com isso, a tomada de decisão é totalmente aprimorada e pode ser muito mais assertiva, baseada em dados fidedignos e atualizados.

Outra grande vantagem é o controle sobre o maquinário e sobre a produção em si. Através dos relatórios enviados instantaneamente para uma central de compartilhamento, é possível entender qual é o estado do funcionamento das máquinas, quais etapas da produção estão sendo executadas, possíveis gargalos, entre outras visualizações importantes. Assim, o retrabalho por conta de falhas no processo é evitado, reduzindo o gasto de tempo e de dinheiro consequentemente.

Além disso, a produção demasiada e faltante também é evitada. Isso porque, através de uma série de estudos e de programações feitas a partir da demanda dos clientes e do mercado, é possível produzir de forma personalizada, segmentada e na quantidade necessária, evitando o desperdício de matéria-prima e a possível falta de produtos nas épocas mais quentes do mercado.

A IoT na indústria brasileira

Estima-se que até 2025, a internet das coisas terá um impacto de até US$ 25 bilhões somente na indústria brasileira, segundo o Relatório do Plano de Ação – Iniciativas e projetos mobilizadores 2017, documento do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

De acordo com especialistas do setor, a produtividade da indústria brasileira pode aumentar em 40% com o implemento da tecnologia, principalmente no controle de estoques e logística, que ainda era uma dificuldade nas indústrias daqui.

Apesar de ser uma realidade já presente em todo o mundo, inclusive no Brasil, esse ainda é um conceito tecnológico pouco tirado no papel em nosso país. A adoção de tecnologias de IoT está no topo das prioridades de investimento dos executivos brasileiros, porém, a dificuldade maior ainda está na integração do maquinário mais antigo aos novos sistemas e tecnologias, além da cultura de chão de fábrica que detém todo o conhecimento fixado em seus colaboradores.

Outro desafio está em de fato compreender quais são as informações a serem coletadas pelas máquinas inteligentes e o que será feito com elas. Ou seja, em que exatamente a internet das coisas irá atuar em cada etapa de produção. Além disso, o processo de segurança da informação também não está plenamente desenvolvido em grande parte das indústrias, o que faz com que o avanço tecnológico ainda se mostre como uma ameaça para os dados.

Apesar disso, o implemento da internet das coisas irá surgir cada vez mais voraz nas indústrias do nosso país, principalmente através de empresas estrangeiras com unidades brasileiras. Já há uma grande movimentação das empresas para se adaptarem às novas formas de produzir, uma vez que as que insistirem em formas obsoletas de trabalho, ficarão para trás no mercado. Dessa forma, em pouco tempo, veremos fábricas brasileiras interligadas, gerenciadas por sistemas unificados que facilitam o trabalho dos gestores e reduzem o índice de falhas humanas.

Publicado em:

Estrategias que Transformam

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