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Transformação Digital
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Transformação digital e o seu negocio

Nos últimos eventos do mercado de varejo, como um todo, o termo Transformação Digital se fez presente como pauta das principais discussões. Marcas de todos os segmentos estão abordando esse tema como se fosse a grande salvação do seu negócio. E quer a sinceridade? A salvação não digo, mas a continuidade da marca, isso, não tenha a menor sombra de dúvida que é. A revolução 4.0, a nova era da internet, os novos rumos do varejo, o aumento da presença da marca no mundo online. Pode chamar como for, pode entender como for, o importante não é ficar debatendo conceito e sim entrar com tudo nesse universo da Transformação Digital. E fica aquela provocação, a sua marca pode até não entrar, mas o seu concorrente vai!

 

Certa vez, em um evento, um palestrante, que infelizmente não me lembro o nome, apresentou um meme muito interessante. Ele mostrava casais onde uma das partes tinha uma idade bem superior ao outro. Por exemplo, uma atriz de 65 anos que era casada com um jovem de 30 anos ou um homem de 75 casado com uma jovem de 22 anos. Passa longe o preconceito aqui, cada um que seja feliz do jeito que quer, mas o meme era “Não se importe se você ainda não achou a pessoa da sua vida, talvez ela ainda nem tenha nascido…”. Como disse, é um meme, uma piada, não passa disso. Mas porque uma palestra de marketing vai colocar um meme desse? 

 

A resposta veio no slide a seguir, quando uma tela preta com letras brancas dizia “não acredite que você é único no mercado, as vezes, a sua pior concorrência ainda nem nasceu”. Essa frase está na minha mente até hoje. O que o palestrante mostrou é que Startups estão nascendo dentro de Co-workings todos os dias com a missão de resolver o problema das pessoas que as grandes empresas não conseguem. O Rappi, por exemplo, nada mais é do que um delivery, ele só uniu vários produtos para serem entregues. Apenas isso, mas com um enorme sucesso! Parabéns a eles!

 

Pensem no seguinte

Eu tenho 40 anos. Quando eu tinha 18 eu fazia algo, que era corriqueiro, mas hoje se tornou algo da moda, principalmente para a geração Y e Z, as gerações mais tecnológicas da história. Sempre cito isso em sala de aula. Aos 18/20 anos, eu, estagiário, raramente tinha dinheiro para as baladas, então, eu levava a minha namorada da época para a minha casa. No caminho passávamos na Blockbuster, alugávamos 2 ou 3 filmes. Ao chegar em casa pedia-se uma pizza na padaria da esquina. Ao chegar, descia com o cheque ou cartão, ainda pouco usado, pagava e pronto. Hoje, as gerações com seus “App’s” pedem pizza pelo Rappi e assistem ao Netflix. Esse movimento, parece bobo, mas é um excelente exemplo de como a tecnologia muda a vida das pessoas. Deixa mais rápido, prático e quanto mais unido, melhor. 

 

Segmentos que estão aderindo a Transformação Digital

Supermercados cada dia mais se digitalizando para entrar de vez no universo da entrega de comida online. Rappi e SupermercadoNow, outra Startup que nasceu para resolver um problema, ajudando o consumidor. Nesse caso, são novas formas de receitas dos Supermercados que estão atentos a cultura digital das novas gerações, porém, se pensarmos em uma das marcas citadas aqui, o Netflix surgiu porque ninguém mais aguentava pagar a multa da Blockbuster, que sumiu. Já a Netflix se tornou um ícone da cultura pop dessas novas e tecnológicas gerações. Os gestores da marca, do CEO ao estagiário, precisam olhar o que está acontecendo e pensar se querem ser a Netflix ou a Blockbuster. E olhar rápido, pois a novidade de hoje, é o assunto velho do mês que vem.

O mundo muda rápido demais

“Nossa, que frase batida” alguns dirão. E é! A coloquei de propósito. Tem muita frase e conceito que fica lindo no palco, no artigo ou na apresentação para os sócios, mas na prática, isso não ocorre. Recentemente eu li um livro sobre uma marca que dizia que nas suas Redes Sociais eles pouco falavam de produto, que ali é um espaço de relacionamento onde o foco é falar sobre o universo das pessoas e a cultura. Li esse trecho, e a primeira coisa que fiz foi olhar o Facebook e o Instagram da marca. Instagram tem os mesmos posts que tem no Facebook, que nos últimos 20 posts, 100% falava de produto! Venda de produto. Tudo o que o livro, escrito pelo CEO dizia não fazer, no Facebook e Instragram da marca estava sendo feito. Uma coisa é falar “o mundo muda rápido demais” outra coisa é realmente entender e se adaptar a isso. O exemplo acima foi apenas uma forma de você olhar que há muito discurso bonito para pouca ação realmente diferente. E na Transformação Digital, isso é uma constante. Hoje há departamentos que cuidam da Transformação Digital das empresas, muitos formados por estagiários ou recém-formados que tem muita vontade, mas pouco conhecimento. O que vai dar isso? Ideias mais do mesmo com nomes diferentes. 

 

Segundo um estudo do Portal Mercado&Consumo, “a contínua evolução do varejo e a transformação do relacionamento dos consumidores com as marcas exigem uma contínua atualização das estratégias, já que os próprios fundamentos do varejo estão em constante mudança”. E a matéria tem razão. Nos EUA, a AmazonGo, para ficar dentro de um dos segmentos que mais acredito ter enorme potencial de mudança, Supermercados, está revolucionando a compra de comida há pelo menos uns 4 anos. No Brasil, em 2019, o Zaitt foi aberto na famosa Rua João Cachoeira. 

 

O Carrefour está por trás do projeto no abastecimento e logística. Havia uma loja piloto em Vitória (ES) antes da loja de São Paulo ter sido aberta. Aberto 24h, o Zaitt tem o foco em food service, snacks, bebidas, produtos de limpeza, higiene pessoal, orgânicos, dentre outros, incluindo produtos frescos e prontos para consumo além da possibilidade de preparação e consumo de alguns até mesmo dentro do mercado. Uma nova experiencia, sem caixa e com pagamento via aplicativo do mercado. Tem atraído muita gente, até porque lá é uma rua residencial e comercial, de muito movimento, de alto poder aquisitivo, porém, essa é uma iniciativa muito aquém do que a AmazonGo faz lá fora. Infelizmente temos a síndrome do Rubinho Barrichello, estamos sempre atrasados. E não é por falta de cultura digital, dinheiro ou criatividade, é falta de coragem mesmo.

 

Tecnologia quebrando a jornada de consumo 

Em poucos cliques os clientes viram experts naquilo que buscam e as visitas às lojas são cada vez mais direcionadas, práticas e rápidas. A oportunidade digital está batendo na porta dos supermercados. Estatísticas mostram que as lojas ainda exercem papel fundamental nas decisões de compra, porém, o digital está cada dia mais inserido na vida das pessoas. Parece complexo, mas não é. Se pensarmos no conceito Omnichannel, que é um pilar do guarda-chuva da Transformação Digital, as coisas começam a clarear, afinal, esse conceito nada mais é do que a união dos mundos online e offline. 

 

E de um jeito em que o cliente é sempre, o protagonista, onde tudo é feito para ele e não por causa do dinheiro dele. A Transformação Digital vem para fazer com que o consumidor seja, de vez, o centro de tudo o que a empresa faz. Empresas que ainda acham que as pessoas compram porque eles vendem há 30 anos, estão fadadas ao fracasso. E mais rápido do que o Netflix ou Uber tomaram conta das nossas vidas!

 

Customização em massa: Transformação Digital permite

Uma discussão que ouço, desde 2001 quando iniciei no mercado digital é: A internet é massa ou segmentação? De fato a melhor resposta, ainda é a resposta em cima do muro: os dois. Um banner na home de um portal pode atingir 11 milhões de pessoas em um único dia. Um vídeo na home do Youtube pode atingir 17 milhões de pessoas em um único dia. Deixando de lado a sobreposição, 2 canais podem atingir 28 milhões de pessoas, algo que apenas a Rede Globo consegue na mídia e mesmo assim em seus grandes sucessos como Novela as 21h, Jornal Nacional ou final de campeonato de futebol. Por outro lado, uma pessoa pode passar pela Chocolandia – tradicional supermercado do Ipiranga/SP – e receber uma mensagem que a Coca-Cola 2l está com 10% de desconto e a pessoa que está ao lado dela, receber uma outra mensagem dizendo que o Alpino está com 20% de desconto. Isso é mensagem um a um, algo que as marcas não fazem. 

 

No começo do artigo falei sobre marcas que falam muito e fazem pouco. Pois bem, pense que há anos o canal com maior potencial de segmentação, de mensagem um a um é o email marketing, peça essa que as empresas enviam a mesma arte para toda a sua base, como se um homem de 35 anos, de São Paulo, que mora nos Jardins, comprasse da mesma forma que uma mulher, de 19 anos, do Rio de Janeiro, que mora no Flamengo. Pois é, esse exemplo usamos desde 2005 e ainda, hoje, em 2019, ouvimos nas agências que “o cliente aprovou a arte do email, só disparar” a arte, no plural, significa o que disse, segmentação zero!

 

Arrume a casa e entre no mundo da Transformação Digital

O termo é da moda, é interessante, é legal e necessário. Mas se você ainda manda o mesmo email para a mesma base, você está tão longe de entrar na Transformação Digital quanto o Neymar está para superar o Pelé. Pesquise mais sobre o tema, leia livros, artigos, vá a eventos, conferências e leia os portais que abordam esse tema, ouça o que está sendo feito lá fora e saia na frente, pois hoje, no Brasil, o discurso está forte, a atitude não.

 

Publicado em:

Estrategias que Transformam

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