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Transformação Digital
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Privacidade na Internet

Caminhamos para a 4ª Revolução Industrial, que só foi possível através da tecnologia blockchain, que conduziu a transformação digital ao redor do mundo.

Ao mesmo tempo em que a internet conecta, ela rompe a privacidade de seus usuários devido à sua demasiada exposição de dados. Seu poder permitiu que hackers invadissem sistemas, celulares e transações bancárias. Até mesmo o governo se aproveitou disso.

Temos como exemplo a Primavera Árabe, onde manifestações sociais ganharam força no Oriente Médio através de aplicativos, que resultaram na renúncia de alguns presidentes. Para impedir que isso aconteça, os governos destas regiões quebraram a privacidade online e passaram a vigiar o que cada um de seus usuários faz e estabeleceram penas para quem descumprisse suas ordens de navegação.

O Brasil teve sua privacidade ferida como alvo de vigilância americana. Segundo a denúncia de Edward Snowden, a Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos teria espionado e monitorado e-mails e ligações de indivíduos e empresas brasileiras. Na tentativa de se proteger de mais ações como estas, foi criada uma lei.

O Marco Civil e a Lei Carolina Dieckmann

Com este escândalo, visando liberdade, privacidade e neutralidade da rede, o projeto de lei 2.126/2011 chamado Marco Civil da Internet, foi criado com o intuito de estabelecer uma regulamentação dos direitos e deveres dos usuários das redes.

Em 2014 ele foi aprovado pela presidente Dilma Roussef, uma vitória dos movimentos sociais. Porém, nenhum órgão de fiscalização e de regulamentação foi criado. De nada adiantou.

Para crimes cibernéticos, temos a Lei Carolina Dieckmann que é um aprimoramento do projeto 2793/2011 e também foi sancionada pela presidente. Ficou conhecida por ter tido um rápido andamento no Congresso após a atriz ter tido seu celular hackeado e suas intimidades expostas na internet sem autorização.

Todo mundo sabe que a justiça brasileira é lentíssima. Nunca mais ouvimos estas leis serem mencionadas e não temos dimensão se elas estão servindo para algum caso. Então, como podemos lutar por nossa privacidade?

Blockchain como alternativa

Buscando privacidade em transações bancárias, a criptografia surgiu como uma prática de proteção às invasões virtuais causadas por terceiros, assegurando os dados do usuário. Junto disto, foi criada uma criptomoeda chamada bitcoin, protegida pela criptografia. Por ser virtual, ela independe de bancos e instituições governamentais para se manter em circulação.

Mas, antes do bitcoin, surgiu o blockchain como um conjunto de regras que faz esta moeda funcionar. A tecnologia blockchain é um banco de dados que registra transações em cadeia, formando um código criptografado que não pode ser modificado.

Este registro é encadeado por blocos protegidos com a impressão digital, assim, um bloco novo dependerá sempre do antigo. É isso que a torna segura.

Quando mencionamos a privacidade, o blockchain possui uma ótima sacada. As transações são anônimas, contém somente os códigos da operação nesta tecnologia e eles estão abertos para quem precisar contatá-los. Somente será possível a identificação do usuário quando a transação precisará ser feita no mundo físico.

Além de serem aberto ao público, sendo totalmente transparentes, os códigos expostos são invioláveis. Por isso, a blockchain é uma opção para quem visa ter privacidade pelo fato de ser segura, anônima e veloz na troca de dados.

Vantagens da blockchain

Desde o começo, para manter a privacidade, a tecnologia blockchain eliminou a intermediação de terceiros no processo, que reduziu o custo de transferência de uma operação e passou para o usuário o controle total das informações.

Há credibilidade nestes códigos oferecidos e uma transparência inquestionável pelo fato de não poderem ser modificados, o que os torna resistente a ataques. Ao mesmo tempo em que é anônimo, também é um sistema público.

Pode parecer complexo a administração desta ferramenta, mas ela é simples e está baseada apenas em um único livro contábil.

O outro lado da moeda

A tecnologia da blockchain traz inúmeros benefícios para todos, o que é um problema, pois em um país como o Brasil que é bagunçado, ela pode ser utilizada de má-fé em relação a crimes e também operações sigilosas do governo, vai saber.

A notícia boa é que mesmo sendo anônima, quando este sistema for utilizado para crimes e necessitar investigações, é muito provável identificar o suspeito pela casa de troca de bitcoins em moedas, por exemplo.

Além do bitcoin

Agora que você já conhece o sistema blockchain, saiba que ele pode ser utilizado muito além das criptomoedas, basta criatividade e investimento. Como já dito no começo do texto, esta tecnologia é a chave para a transformação digital da Indústria 4.0.

Ela seria útil no combate às fraudes, como por exemplo, no registro de imóveis e automóveis, prontuários médicos, históricos escolares e diplomas, arquivos confidenciais contábeis e de ordem judicial, bem como também nas evidências de segurança pública que muitas vezes são alteradas.

Poderia ser utilizada na saúde, devido à dificuldade de registros médicos, poderia ser criada em uma base única para facilitar o acesso ao histórico de pacientes.

Na logística, a blockchain já foi utilizada. Em 2018, a primeira carga foi despachada dos Estados Unidos para a China onde suas etapas foram registradas com esta ferramenta, para um melhor compartilhamento e a certificação da cadeia.

Como explicamos no início, esta ferramenta poderia ser utilizada para evitar problema de privacidade com a internet, principalmente nas redes sociais, protegendo os perfis e seus dados.

Se sonharmos alto, também poderia ser incluída no setor público, como por exemplo, na votação e em auditorias, para torná-las seguras e privadas.

A incerteza com a nova lei

Até agosto de 2020, as empresas brasileiras devem seguir a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, que tem o intuito de regulamentar o uso, a proteção e a transferência de dados pessoais no país.

O que acontece é que esta nova lei permite que os dados sejam removidos ou alterados, visto que concede àqueles que detêm o registro, o chamado “direito ao esquecimento”, que vai totalmente contra o blockchain.

Portanto, ao utilizar esta ferramenta, você poderá esbarrar nos regramentos legais desta nova lei. Assunto este que mobilizou discussões e adequações de empresários acerca do tema.

Uma alternativa é as empresas utilizarem plataformas paralelas, como o off-chain e o side-chain, que possuem ainda segurança e permitem alteração, modificação e o descarte de dados.

Por fim, cabe ressaltar que as empresas podem aderir estas tecnologias, mas é importante estarem em conformidade com as leis de regulamento e ficarem cientes de seu acompanhamento.

 

Publicado em:

Estrategias que Transformam

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