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Transformação Digital
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Impacto da pandemia

O impacto causado pela pandemia do novo coronavírus começou a ser sentido assim que o vírus pousou no Brasil. Inicialmente uma crise sanitária, não tardou para que se estendesse à economia, quando autoridades de saúde instituíram restrições para frear a disseminação da doença.

Março foi o primeiro mês de impacto. O fechamento de lojas e locais de grande circulação, além da restrição para funcionamento de serviços essenciais, causou um grande baque aos setores econômicos do Brasil.

Como quem cai no ringue após um soco em uma luta de boxe, CEOs das maiores empresas do Brasil tiveram que lamber as feridas, levantar a cabeça e reinventar a forma de empreender para manterem-se vivos.

Para entender o que grandes companhias estão fazendo e fazer uma projeção para os próximos meses, a publicação NeoFeed publicou o relatório “O mapa de ataque das grandes empresas”. Nele, 50 lideranças e CEOs das maiores empresas do Brasil avaliam os efeitos da pandemia e traçam uma perspectiva das tendências para o futuro.

Neste artigo vamos pontuar dois setores muito transformados pela pandemia, os Bens de Consumo e o Varejo.

Se há alguma convicção entre os líderes empresariais ouvidos pela NeoFeed, é de que o mundo não será mais o mesmo. As transformações já estão ocorrendo, resta entender as mudanças o mais rápido possível e buscar o caminho da inovação e criatividade para sair da crise mais forte.

Medidas preventivas e esforço humano

O setor de Bens de Consumo foi fortemente impactado pela pandemia do novo coronavírus. Enquanto os novos hábitos do consumidor aumentaram as vendas de algumas fabricantes, outras foram impactadas negativamente.

As fábricas tiveram horário reduzido e número de trabalhadores também, como medida de prevenção à Covid-19. O impacto foi sentido no bolso. Um exemplo é a Whirlpool, maior fabricante de eletrodoméstico do mundo, que possui três unidades no Brasil: em Joinville (SC), Rio Claro (SP) e Manaus (AM). Em todas elas a produção caiu e o faturamento despencou.

As vendas da empresa na América Latina, no 1º trimestre de 2020 sofreram uma queda de 29,4% em relação ao mesmo período do ano passado. A queda na produção, no Brasil, atingiu em média 35% com a adoção de medidas sanitárias mais rígidas. Em Rio Claro, no entanto, a queda chegou a 70%.

Mesmo assim, demitir funcionários não foi a opção escolhida pela diretoria da empresa. Na voz o CEO da Whirlpool América Latina, João Carlos Brega, “o empresário que demite não está salvando o caixa dele, está alimentando a recessão”. Com essa política em mente, a empresa tomou algumas atitudes para preservação do emprego e da saúde de seus colaboradores.

Respeito aos funcionários em 1º lugar

Ainda em janeiro, quando o coronavírus dava os primeiros sinais da gravidade que se tornaria, a Whirlpool já organizava o enfrentamento global à crise.

Uma das primeiras atitudes foi adaptar a linha de produção para fabricar máscaras. Outra medida foi o desenvolvimento de um respirador de baixo custo, em parceria com a UFRJ, para ajudar no tratamento da Covid-19 nas UTIs.

Para os funcionários, a companhia deu férias coletivas na unidade de Manaus e afastou os funcionários do grupo de risco nas demais unidades. Refeitórios e transporte dos funcionários foram adaptados para diminuir as chances de contágio.

A aceleração do mundo digital

A transformação digital já fazia parte do planejamento de muitas empresas. No entanto, isso teve que ser acelerado como forma de sobrevivência à crise econômica. Houve maior demanda por serviços online, então as companhias necessitaram se adaptar o mais rápido possível e oferecer soluções aos consumidores.

Os CEOs das maiores empresas do Brasil no setor do Varejo viram de perto o efeito positivo que investir no mundo digital pode trazer.

A Confederação Nacional do Comércio, CNC, estimou um prejuízo de R$ 210 bilhões no setor, entre 15 de março e 13 de junho. As atividades não essenciais corresponderam a 92% desse montante, ou R$ 193 bilhões.

Enquanto isso, o comércio eletrônico, segundo a CNC, teve acréscimo de 32% nas vendas de maio, em relação a fevereiro, último mês antes da quarentena.

Veja quais atitudes foram tomadas pelas maiores empresas do Brasil neste setor, ao longo da pandemia:

  • Via Varejo: Possui uma plataforma digital com 7 milhões de usuários ativos por mês e teve alta de 35% no quarto trimestre de 2020, em relação ao mesmo período do ano passado;

 

  • Grupo Martins: Seu marketplace reúne 4 mil vendedores que conseguem enviar pedidos e ganham comissão por venda. No início da pandemia a plataforma já havia crescido 32%;

 

  • Polishop: Em vez de utilizar seus pontos de venda para retirada dos produtos, em virtude do fechamento de lojas, a Polishop fez uma inversão e impôs uma logística reversa. Assim, todo o estoque foi levado para os centros de distribuição;

 

  • Grupo Iguatemi: Desenvolveu o Iguatemi 365, marketplace feito com conteúdos exclusivos para clientes e lojistas. A venda online gera a cobrança de uma taxa por parte dos lojistas, gerando ganho para o grupo;

 

  • BR Malls: a concorrente do Iguatemi criou o Delivery Center, uma startup para fazer pontes entre consumidores e lojistas. Com empresas parceiras como iFood e Mercado Livre, o volume de transações cresceu 130%, com adesão de mais de 150 lojistas entre março e abril.

 

“O eixo do mundo mudou completamente”, é o pensamento do CEO da Polishop, João Appolinário. Isso resume como os setores econômicos do Brasil devem ser encarados daqui adiante.

O que será o amanhã?

O relatório com o “mapa de ataque das grandes empresas” traz, ao fim, algumas reflexões sobre as consequências da pandemia para a economia. As transformações afetaram diversos setores.

No mundo dos negócios, pode-se citar a tendência do aumento no número de empreendedores, já que o desemprego tende a aumentar. Da mesma forma, cursos online devem ganhar mais destaque na educação, pois medidas de distanciamento devem ser tomadas mesmo após a pandemia passar pelo Brasil.

Além isso, o amanhã deve trazer uma corrida ainda maior por inovações no mundo digital. Devem surgir novas plataformas digitais, reinvenção de lojas virtuais e maior investimento em mídia digital.

A pandemia mostrou que não adianta planejar todos os passos na hora de investir em sua empresa. Os CEOs das maiores empresas do Brasil já entenderam que arriscar é preciso e pode gerar resultados positivos.

É impossível apontar precisamente como o mundo será nos próximos meses, mas certamente ele jamais será o mesmo que conhecemos antes do coronavírus.

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Publicado em:

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Transformação Digital por Tripulação ET
16.10.2020 às 16:57:36

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