Pesquisa
  • Aa+
  • Aa-
  • Aa+
  • Aa-
Transformação Digital
https://estrategiasquetransformam.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Zubkov-1920x550.jpg

Novos desafios, novas formas de pensar.

Mercados em baixa. Recessão global à vista. Números alarmantes de infectados. Fronteiras fechadas. Esse é o cenário quase pré-apocalíptico em que estamos por conta da pandemia do Covid-19, nome da doença causada pelo novo coronavírus, e que ainda temos muito o que pesquisar.

Entretanto, apesar do caos, todo empreendedor sabe que crises podem ser vistas também como oportunidades de crescimento ou de fidelização dos clientes já existentes. O que será que as grandes empresas ou startups inovadoras vêm fazendo para saírem mais fortes dessa crise? Quais lições podemos tirar de suas atitudes?

Amazon

A Amazon se tornou, em junho de 2019, a marca com maior valor de mercado do planeta. Essa foi a primeira vez que a gigante do comércio online superou a Google e a Apple, chegando a um valor de 315 bilhões de dólares.

Apesar de toda a sua magnitude, a empresa estadunidense vem demonstrando, durante a crise uma preocupação do mais alto level, com seus clientes finais. Ela removeu de seus anúncios os vendedores que inflacionaram produtos escassos durante essa época turbulenta.

O álcool em gel, por exemplo, havia subido de 8 para até 70 dólares. Da mesma forma, as máscaras faciais chegaram a custar 150 dólares, mais que o dobro dos 70 dólares de poucas semanas atrás.

Com a atitude da Amazon, que também foi seguida por outras empresas, como eBay e Walmart, o preço desses produtos caíram para valores relativamente próximos aos de antes da crise, provando que em épocas como essa, o lucro não deve ser colocado em primeiro plano e que atitudes positivas podem fidelizar clientes.

Zoom

Apesar de ter começado a ter maior penetração no Brasil recentemente, a Zoom Video Communication está conquistando clientes e se valorizando no mercado de forma impressionante.

É claro que muito desse crescimento absurdo – suas ações subiram 60% desde janeiro de 2020 – se deve ao crescimento do trabalho em casa, já que a startup é dona de um aplicativo de video-conferências empresariais. Mas não só isso. Ao ver o aumento da demanda em meio a crise, em vez de fazer algo que poderia parecer óbvio – aumentar o valor da mensalidade, por exemplo –, a startup foi no caminho contrário.

Na China, logo no início da pandemia, a Zoom decidiu acabar provisoriamente com o limite de tempo para usuários gratuitos, que, no geral, é de um mês de utilização sem cobrança de mensalidade, da mesma forma como faz a Netflix, por exemplo.

Dessa forma, a startup viu uma oportunidade de mostrar para clientes em potencial as vantagens de seu serviço de teleconferência, e com isso suas chances de se valorizar e captar mais assinantes crescerá bastante.

Aqui também podemos ressaltar o problema do crescimento sem um pensamento sustentável, a Zoom entrou em franco crescimento por ser um app que é uma resposta direta a uma necessidade do “consumidor” neste momento. Mas, bastou este crescimento ocorrer que começaram a aparecer problemas de segurança com a aplicação, o que impactou diretamente a valorização da empresas e a confiança do consumidor. A preocupação com a segurança de seus clientes deve ser prioridade, principalmente em tempos de crise.  

Gigantes de Tecnologia contra fake news

Em uma rara ação em conjunto, as gigantes de tecnologia Facebook, Google, Twitter, Microsoft, LinkedIn e Reddit declararam que estão trabalhando juntas para combaterem as chamadas fake news (notícias falsas) sobre coronavírus.

O objetivo é não só barrar as notícias falsas, como também o de impulsionar as publicações vindas de fontes oficiais, já que a desinformação ou informações equivocadas podem agravar a situação ou até mesmo gerar pânico desnecessário.

Entre as ações, estão a proibição de anúncio impulsionados de produtos como álcool em gel e máscaras faciais, com o intuito de evitar que pessoas explorem economicamente essa emergência de saúde pública global, além de outros tipos, como anúncios falsos de que alguns produtos poderiam curar o vírus.

No Brasil, a startup de tecnologia Pling, do CEO Paulo Esteves Filho, criou uma plataforma anti-fake news, que utiliza inteligência artificial para prover notícias fidedignas e oficiais sobre o COVID19, além de proporcionar conexões entre os mais diversos tipos de profissionais de saúde com pacientes de forma dinâmica e gratuita, conheça a plataforma através deste link.

Reflexos da pandemia na economia global

A pandemia já registra mais de 3 milhões de casos confirmados em todo o mundo, e um total de quase 264 mil mortes. Até a publicação deste texto, o Brasil já registra mais de 127 mil casos confirmados e 8.578 óbitos.

A forte aceleração do número de infectados nos últimos dias fez a rotina das pessoas em várias partes do mundo ser alterada.

O governo do Estado de São Paulo, por exemplo, o mais afetado pela doença, declarou estado de calamidade pública e quarentena do dia 24 de março a 30 de abril, paralisando assim todos os serviços não essenciais. O mesmo já foi adotado em diversos países e regiões do planeta.

A B3, nome da bolsa de valores oficial do Brasil, já acumula prejuízo de mais de 1,5 trilhão de reais em 2020. O mesmo movimento pode ser observado ao redor do mundo, com as bolsas da Europa, da China e dos EUA registrando números negativos no ano.

Diante de todos esses fatores, a ONU já declarou que a crise global já colocou o mundo em recessão para esse primeiro trimestre, o que deve impactar nas projeções, até então, positivas para o ano de 2020.

Não podemos nos desesperar

A situação é grave, mas não de desespero. Entretanto, é claro que você, como empresário, precisará realizar alguns sacrifícios até que as economias local e global se estabilizem novamente. Por isso, é preciso ter em mente algumas coisas importantes:

  • Seja positivo: é sempre importante ver uma luz no fim do túnel, e saber que crises passam. Ser positivo e acreditar que sua empresa superará esses tempos de baixa já é um passo importante para o sucesso em médio e longo prazo.
  • Sempre há uma oportunidade em meio a crise: como mencionado logo no início do texto, há empresários de grandes empresas e de startups inovadoras se preparando para o pós-crise com ações que visam fidelizar clientes, indo até na contra mão do senso comum. Descubra as oportunidades do seu setor.
  • Observe e aprenda: fique de olho no que seus concorrentes estão fazendo. Ideias boas podem e devem ser não apenas copiadas, como também aprimoradas.
  • Invista em marketing: não cometa o erro de cortar o investimento com publicidade. Uma empresa que não aparece, será facilmente esquecida. Por isso, amplie suas chances de atrair novos clientes desenvolvendo boas estratégias de marketing.
  • Conheça suas finanças: se tem uma hora em que conhecer as finanças da empresa se torna importante, é em uma crise. Somente uma empresa organizada vai saber onde se pode economizar sem perder a qualidade do serviço.

“As empresas devem investir online como parte de seu esforço para a distribuição omnichannel; isso inclui garantir a qualidade dos produtos vendidos online. Não é provável que as preferências de mudança dos clientes voltem às normas pré-surto.” – COVID19 Implication for business, McKinsey

 

Cada crise exige um desafio diferente. Em comum, entretanto, todas têm o fato de que aquele que realizar ações que os façam se destacar mesmo durante esse período, são os que sairão dele ainda mais fortalecidos.

Mas, primeiro temos de aprender a como analisar a situação:

 

 

 

Créditos da imagem destacada: Zubkov – Born to Delivery

Publicado em:

Estrategias que Transformam

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Série

_Além da transformação

Assine e receba a série que reúne heads compartilhando conteúdo exclusivo para você enfrentar os desafios que virão.