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Transformação Digital
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Avanço digital no Brasil

Saiba como o Brasileiro está sendo afetado pelos avanços no digital: crescimentos, previsões e posicionamento.

As mídias digitais consomem grande parte do nosso tempo e das nossas vidas, passamos cada vez mais horas do dia conectados com tudo o que acontece no mundo. Notícia, entretenimento, lazer, compras, tudo reunido em um único lugar.

Não é à toa que o mercado digital vem crescendo e ganhando cada vez mais espaço com o avanço da internet pelo país. Os consumidores mudaram seu comportamento e ideais de necessidade.

No ranking das redes sociais, como Facebook, Instagram, YouTube, WhatsApp e Pinterest, os brasileiros lideram estando em #2 ou 3 lugar. Dessa forma o Brasil vem caminhando em passos largos para o mundo digital de forma estrondosa e gradativa.

Estima-se que este ano chegue a América Latina a tecnologia 5G que permitirá uma internet mais rápida e será o primeiro ano comercial dessa tecnologia aqui no Brasil que estreou ano passado em países como Estados Unidos e Coreia do Sul.

Crescimento no acesso a tecnologia

Segundo a primeira edição do Brazilan Report, feita em abril de 2019 pela Brazil at Silicon Valley e McKinsey&Company, dois em cada três brasileiros tem acesso à internet, uma cota maior do que a quantidade mundial. Em 2017, 67% da população era ativa em comparação a 57% da população mundial.

Ainda, de acordo com a pesquisa, 2/3 dos brasileiros tem smartphones e passam cerca de 9 horas por dia conectados. Nesse quesito o Brasil ganha dos Estados Unidos, que fica conectado apenas 6 horas por dia, segundo o Brazilian Report.

Com o aumento do acesso e a facilidade proporcionada pela internet, os consumidores e anunciantes estão optando por investir mais em internet do que as outras mídias ‘analógicas’. Isso acontece porque o digital permite um maior acesso a uma extrema diversidade de conteúdos e também atraí um segmento de público mais direcionado para o seu específico negócio.

A escalada das compras online

De acordo com estudo realizado no início do ano passado pela Kantar IBOPE, o investimento em marketing digital cresceu de R$ 2,6 milhões em 2014 para R$ 6,7 milhões em 2018. Os consumidores sentem-se mais seguros para realizar compras online.

Ano passado só nos primeiros dias da Semana Brasil, um levantamento realizado pela “Compre & Confie”, mostrou que o varejo digital faturou 37,6% a mais do que em 2018. A tentativa de criar uma “Black Friday” brasileira tem dado resultados interessantes para o mercado digital.

A Black Friday, que chegou ao Brasil em 2010, aumentou ainda mais o retorno para os comerciantes digitais em 2019, já que este é a principal data do varejo no país, superando até as compras de natal. Ano passado era esperado, pela “Compre & Confie”, cerca de um faturamento de R$ 3,1 bilhões e esse número chegou a R$ 3,87 bilhões, crescendo 30,9% em comparação a 2018.

Propagandas e anúncios digitais continuam crescendo o dobro, assim como e-commerce, a ‘economia compartilhada’ e os sistema de entrega (como Uber, Ifood, Rappi, etc) também ganham cada vez mais espaço no mercado. Esse tipo de serviço, conhecido como “Gig Economy”, é uma espécie de trabalho “autônomo” ligado a empresas de tecnologia, que devido a alta taxa de desemprego e da falta de empregos “formais”, aumentou muito no Brasil nos últimos anos.

Brasil cresce no território das startups

Em quatro anos (2015-2019), o número de startups país triplicou, segundo a Associação Brasileira de Startups – Abstartups. Em todo o país o número subiu de 4 mil para mais de 12 mil o número de negócios nesse formato em todo o país, um salto astronômico de 207%. Apesar desse crescimento nessa área, o Brasil ainda ocupa o 109º lugar globalmente, tendo muito que fazer ainda nesse quesito.

Essas mudanças também impactaram na forma como o brasileiro se relaciona com bancos. Cerca de metade da população são usuários de bancos digitais e 58% de todas as transações bancárias são feitas on-line. Mais de 7 milhões de pessoas, clientes de startups, tem contas em bancos totalmente digitais.

Pensando na economia digital

Apesar de todo o crescimento, o investimento em tecnologia ainda é muito pouco em comparação aos países desenvolvidos. A desigualdade reflete também na distribuição tecnológica que variam de acordo com região, classe social e idade.

A velocidade da internet também é outro fator. São 13 Mbps de velocidade em contraste com a média global de 31 Mbps, sendo muito mais devagar do que em países desenvolvidos. Em pesquisa realizada em 2018 pela TIC Domicílios, a conexão em ambientes urbanos é maior do que a média (74%) e metade da zona rural brasileira está conectada (49%). Entre os usuários da internet, 48% adquiriu ou usou algum tipo de serviço on-line.

Apesar da queda do desemprego em 2019, ainda há muito o que fazer em 2020, para que a economia digital continue sendo uma alternativa dentro do mercado e gerando cada vez mais empregos. Ainda é muito superestimado os números e pesquisas que vem sendo feito para a economia digital. Ela é pouco levada em conta quando se tem em vista entender qual é o seu verdadeiro benefício, comparando o Brasil e o mundo.

Para ter uma administração efetiva da economia digital, é necessário ter acesso ao valor de mercadorias e serviços que são grátis, para além do que é pago. Portanto, é preciso entender não apenas quanto se paga ou a margem de lucro ganha, mas o quanto se beneficia daquele conteúdo, já que na internet, existe uma vasta produção de conteúdos diversos, gratuitos, que geram valor para o cliente e podem ajudar no desenvolvimento e crescimento do comércio.

Por isso, métricas de marketing digital são tão importantes na avaliação de um negócio e com o avanço de tecnologias digitais, se torna importante saber quantas pessoas o seu empreendimento alcançou, quantas se beneficiaram com determinada informação ou conteúdo.

Medir o bem-estar do consumidor tornou-se um artefato importante para entender como a economia vem funcionando, não mais apenas na base do lucro, mas também na ideia de promover o melhor serviço possível no mercado, já que na era da informação, negócios se misturam com produção de conteúdo digital.

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