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    Transformação Digital
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    Transformação Digital

    A minha visão de Transformação Digital é que trata-se de uma estratégia de negócios que precisa urgentemente ser aplicada em qualquer negócio, seja ele pequeno, médio, grande ou multinacional. Pode ser que o dinheiro esteja mais disponível na multinacional, mas a agilidade está no pequeno e médio empreendimento. Em recente live com meu amigo Renato Mendes, ele me disse algo que muito faz sentido: “na nova economia, as startups estão dominando, pois as grandes empresas não tem espaço para inovar, nas pequenas é preciso inovar”. E faz sentido o que ele disse, pois debatemos muito sobre qual a motivação que um diretor de uma gigante tem em inovar versus colocar o comercial na Rede Globo e se garantir no emprego? Entretanto, a Transformação Digital é algo que vem para mexer nessa visão. Graças a Deus!

    O guarda-chuva que compreende a Transformação Digital tem mais de 40 iniciativas, sendo Internet das Coisas uma delas. Não diria a mais importante, pois eu vejo o BigData como a principal, mas em uma escala de importância, colocaria a Internet das Coisas, em 2o na hierarquia de importância, BigData é o que retroalimenta todo o sistema de Transformação Digital por isso, falando em sistemas, seria o BigData o mais fundamental, entretanto, é preciso que o varejo seja o protagonista dessa história. 

    O novo normal é ser digital

    Eu não gosto muito desse termo, mas estou entrando na onda do pessoal que o tem usado. Não acredito que o “novo normal” realmente ocorrerá, acredito que passado esse inferno da pandemia, as pessoas vão, lentamente voltar a sua vida normal, porém, as marcas, quanto mais estiverem inseridas na Transformação Digital, mais rápido sairão da crise. Se podemos dizer que haverá um “novo normal”, é dizer que pessoas se acostumaram com o digital de uma forma que não tem mais volta. O Brasil sempre foi o pais que mais acessava a Internet, antes da Pandemia, e não será diferente, mas agora, a alma digital que se faz necessária precisa esta mais inserida no dia a dia das marcas, seja na padaria da esquina com o delivery até a multinacional enxergando o digital como algo que vai além de mídia online. 

    A mídia digital é fundamental para contar a história da marca, mas é preciso dar um passo para trás e entender qual é essa história que vamos contar. A Transformação Digital é o grande elo de tudo isso, pois quando falamos de Transformação Digital, mídia é o que menos vamos trabalhar, ela, repito, se torna importante, mas não único meio, como ainda está inserido na mente de 99% dos gestores. 

    Quem fez a lição de casa, antes da pandemia, e deixou a sua empresa preparada para o online, sairá mais rápido dessa loucura, outros vão demorar mais tempo. A Transformação Digital se torna cada dia mais importante para não apenas sair da crise, mas se destacar no mercado.

    Internet das coisas

    Não é acessar a internet pela mesa da sala, mas sim, ter uma rede em que tudo está conectado de uma forma única. Você poderá sim, acessar a internet da geladeira da sua casa, mas essa estará conectada ao fogão, que se conecta com a TV e entendendo padrões tudo funciona para facilitar a vida das pessoas, dessa forma, o varejo pode também se beneficiar, não apenas vendendo novos produtos para casa, como o Alexa ou Google Home, mas produtos que estejam cada dia mais conectados. Não seria legal, um dia, você chegar em casa, em uma noite de verão, e as 20h o ar condicionado ser ligado, a geladeira ganhar mais potencia, o fogão ser ligado levemente e a lava-louça já ir limpando tudo? Assim você chega, já pega a comida congelada, coloca no forno, abre uma cerveja e espera ficar pronta, assistindo a sua série favorita, já que a TV já se conectou ao Netflix para isso.

    Futurismo?

    Bem, eu não vejo dessa forma. Falar do “Otto” caminhão autônomo do Uber é citar um exemplo até certo ponto batido, mas pensar nos benefícios para o varejo não. Quanto um supermercado ganha em agilidade e rotatividade de produtos, se os mesmos chegarem mais rápido? Um caminhoneiro roda, no máximo, 14h por dia, com paradas, ou seja, ele vai demorar 24h para chegar a um ponto, pois ele precisa dormir, comer, ir ao banheiro e descansar. O Otto não, ou seja, fará em menos tempo o trajeto, agiliza. Isso não é futurismo, o Otto é uma realidade.

    Como seria usar iBeacon, por exemplo, em um ponto de venda, que se comunique com o aplicativo da pessoa com a revenda que ela prefere. Exemplo: Pedro precisa comprar uma geladeira e tem pesquisado online em vários sites, em seu smartphone. Ele tem o sonho de uma Brastemp preta e no Magazine Luiza é onde mais pesquisa, entra sempre para ver se há uma promoção. E se, Pedro, ao entrar na loja do Magazine Luiza no shopping perto da sua casa, receber uma informação em seu celular, dizendo que ele tem 10% de desconto naquela geladeira naquele momento? Será que ele leva?

    Enfim, a Internet das Coisas permite milhares de alternativas para o varejo, desde que alguns pontos sejam entendidos como: não há on e off, há varejo, marketing, pessoas e relacionamento. O digital é uma plataforma em que a Transformação Digital será construída e não apenas mídia e por fim, tenha alma digital na sua empresa, ou tudo o que você leu aqui, poderá ser transformado em uma belíssima apresentação em slides, mas nunca sairá disso.

    Publicado em:

    Estrategias que Transformam

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