Pesquisa
  • Aa+
  • Aa-
  • Aa+
  • Aa-
Transformação Digital
https://estrategiasquetransformam.com.br/wp-content/uploads/2020/05/low-touch-economy.jpg

Low Touch Economy - Como será o amanhã?

O isolamento social forçado e as restrições sociais de distanciamento, implementadas durante a crise de saúde de Covid-19, terão um efeito duradouro no mundo como conhecemos. Em apenas algumas semanas, a sociedade já passou por uma grande reforma na maneira como empresas e cidadãos vivem e trabalham, entendendo que o contato físico direto não necessariamente é fundamental para que os negócios continuem a acontecer.

Dessa maneira, pensando em uma automação que faça com que vendedores e consumidores consigam seguir com o fluxo da economia, mesmo sem estarem presentes no mesmo ambiente, foi criada a Low Touch Economy. Pautado pela Board Of Innovation, em um formato independente, inovador e, acima de tudo, flexível para períodos de crise.

Histórico da economia através das Eras

O filósofo Adam Smith, conhecido como o pai da economia, já abordava há séculos passados que a esta ciência se ocupava da investigação sobre a natureza e a causa das riquezas entre as nações.

Para ele, quanto maior fosse a proporção entre o produto do trabalho e o número de consumidores, mais abastecido seria o país e, consequentemente, mais rico. Assim, o que explicaria a desigualdade entre diferentes lugares seria a quantidade de trabalho produzido por aqueles indivíduos e não a abundância do território – o que poderia fazer, por exemplo, com que países como o Brasil (que é grande) não sejam tão ricos quanto o Japão (que é menor).

Somando-se a este pensamento, surgiu David Ricardo. Para ele, a riqueza das nações era vinculada ao trabalho produtivo que gerasse algum excedente, ou seja, um acúmulo econômico, um lucro. Tendo isso em vista e pensando no modo de produção, que une as forças e as relações trabalhistas, foi possível compreender como se deu a economia nas últimas eras e o histórico por trás do que temos hoje.

Primitivo:

Os nômades dependiam de recursos naturais e sobreviviam do extrativismo, da caça e da coleta. Em 10.000 AC, eles se fixaram e passaram a ser sedentários, trabalhando em estreita cooperação e tendo a terra como principal meio de produção. Não havia relação empregado e empregador, e está foi a primeira forma de organização humana.

Escravista:

Com a chegada das sociedades romanas e gregas, não havia distinção racial e qualquer pessoa livre poderia se tornar escrava para pagar suas dívidas, especialmente porque o exército precisava destes indivíduos para seguir em sua expansão territorial.

Com isso, na economia escravista, os meios de produção e os escravos eram de propriedade do senhor, sendo este último tido como um objeto. Aqui, a base era quase que completamente agrária e as melhores terras ficavam para os patrícios, filhos dos pais fundadores.

Feudal:

Predominante na Europa, a relação estabelecida no feudalismo era de senhores e servos, substituindo a economia escravista existente anteriormente. Aqui, o servo tinha terras e garantias de segurança, mas dava em troca a obediência e seu trabalho. Além disso, todo o cultivo era feito nas propriedades do senhor, sob a sanção de pagar impostos pelo uso do local.

Capitalismo:

Com a queda do feudalismo e o estabelecimento da burguesia como um terceiro poder, a economia deixou de ser rural e agrária para se tornar urbana e de produção, permitindo que os senhores alugassem suas terras para os burgueses, já que não haviam mais servos para trabalhar nas cidades.

No entanto, eles não apenas alugaram esses ambientes, como também passaram a comprar esses locais, tornando-se proprietários. A partir daí, então, foram instaurados trabalhadores assalariados para exercer funções nessas regiões, dando origem ao que hoje é conhecido como o capitalismo.

Socialismo:

Em paralelo, apareceu também o socialismo, em que não existe empresa privada e tudo é público ou estatal. Assim, tanto emprego, quanto saúde e educação vêm diretamente do governo, tal qual ocorre na China e Cuba.

A necessidade de mudança:

Atualmente, existem inúmeras críticas ao capitalismo, como a concentração de renda nas mãos de poucos indivíduos; o fato de preocupar-se mais com o produto do que com o produtor; a dificuldade da sociedade sair de um patamar social para outro; e, acima de tudo, suas crises cíclicas.

De acordo com o que pregam pensadores como Karl Marx, este modelo apresenta uma série de contradições e possui um sistema econômico auto destrutivo, no qual crises são vivenciadas a cada dez ou quinze anos, em média. Dessa maneira, se faz necessário criar uma nova economia, que seja capaz de substituir o padrão conhecido pela sociedade contemporânea e, para isso, a Low Touch Economy pode ser a solução.

Uma nova economia para o mundo em pandemia

Você se lembra de quando um aperto de mão era a forma padrão de cumprimento? Desde que nos lembramos, esta saudação tem sido usada como uma maneira de transmitir confiabilidade entre amigos, colegas e até estranhos. No entanto, no meio da atual crise global da saúde, talvez seja hora de examinar um novo gesto padrão.

A Economia Low Touch vai muito além de mudar o aperto de mão padrão, instaurando transformações para o que já é tido como o modelo do futuro. Nela, a interação de contato próximo é reduzida e são implementadas restrições mais rígidas a respeito da logística e da higiene.

Assim, seus regulamentos tenderão a mudar a maneira como comemos, trabalhamos, compramos, nos exercitamos, administramos nossa saúde, socializamos e passamos nosso tempo livre – o que pode ter impactos de curto e longo prazo nos consumidores e na economia.

Mas, afinal, qual a relevância deste conceito para um mundo pós-pandêmico? O fato é que a utopia da criação de uma vacina ainda é muito distante e que o estimado é que o mundo volte ao normal dentro de um prazo de 18 a 24 meses.

Ao longo deste período, a crise da saúde desencadeará uma série de temores secundários, que afetarão a forma como os consumidores e as empresas interagem entre si, além de causar uma série de ondas subsequentes de medidas.

Por isso, a economia precisará improvisar para manter as empresas, sejam elas grandes e pequenas, sendo necessário repensar e redesenhar suas formas de atender ao público.

Um universo pré e pós COVID-19

Atualmente, se tornou cada vez mais difícil prever o que vai acontecer no futuro, não apenas do Brasil, como também do mundo. Para o consultor de inovação Walter Longo, isso se dá porque a equação do novo Coronavírus é muito complexa para ser resolvida e vai continuar sendo, já que vamos conviver com as consequências desse vírus por um bom tempo.

Como se sabe, temperatura e estação do ano; hábitos de higiene; etiquetas de convívio social; idade média da população; histórico de vacinação; aglomeração; transporte coletivo e sua estrutura; sistema de saúde e outros fatores irão influenciar na transmissão do vírus ou não. Por isso, qualquer certeza é inviável.

Ademais, existe um volume brutal de novos paradigmas e isso causa uma série de decisões equivocadas que, segundo o pensador, demandam que a sociedade adote novos comportamentos, não apenas novas ferramentas. Diante desses desafios, a resiliência é uma necessidade vital, especialmente para diferentes segmentos que vão além dos sociais.

Para as empresas, questões de curto prazo, como o gerenciamento de caixa para liquidez e solvência, são claramente fundamentais. Contudo, logo depois, as organizações precisarão agir de acordo com planos mais amplos, à medida que se fará necessário começar a recuperar as estruturas industriais estabelecidas, redefinindo as posições competitivas para sempre.

Dessa maneira, grande parte da população experimentará incerteza e estresse financeiro pessoal. Além disso, os líderes dos setores público e privado precisarão tomar decisões difíceis “por ciclo”, a fim de equilibrar a sustentabilidade econômica e social, uma vez que já existe uma forte pressão do populismo e de outros desafios que se faziam presentes antes da crise ser instaurada.

Os efeitos dessa economia no Brasil

O Brasil é um dos países com o maior número de casos e mortes – e essa estatística cresce cada vez mais. Levando isso em consideração, é preciso ter em mente que, uma vez que o setor da saúde é afetado, todos os outros serão e, consequentemente, a economia também estará em crise.

Como já pode ser visto nas transformações da dinâmica nacional, houve a redução das exportações e queda dos preços de commodities, além da restrição das importações de bens intermediários, da fuga de capitais e volatilidade dos ativos financeiros, da queda na arrecadação de royalties e participações, entre muitas outras consequências.

Por isso, o país conta com muitas pessoas desempregadas, já que as empresas não conseguiriam manter todos em home office. E, para tornar tudo ainda mais aterrorizante, a oferta e a demanda se chocam e freiam o crescimento econômico (o PIB tinha demonstrado um leve e tímido crescimento no ano passado, mas isso já foi por água abaixo).

Assim sendo, instaurar a Low Touch Economy pode ser uma estratégia viável para reaver alguma espécie de ciclo econômico no país e tentar, mesmo que vagarosamente, fazer com que o dinheiro volte a circular e com que as pessoas retomem suas funções, impedindo uma quebra financeira com potenciais catastróficos.

Como as empresas devem aproveitar o momento para se readequarem

A natureza global e interconectada do ambiente de negócios que as empresas conhecem atualmente apresenta sérios riscos de interrupção das cadeias de suprimentos globais, que podem resultar em perdas significativas de receita. Com isso, a pandemia já impactou negativamente a economia mundial como um todo e a perspectiva é alarmante.

Por isso, para as empresas que estão elaborando estratégias para não fazerem parte desta estatística, é essencial, antes de tudo, apoiar e dar uma espécie de estabilidade os seus funcionários neste admirável mundo novo.

Assim, muitas instituições adotaram proteções básicas para seus colaboradores e clientes, seja impulsionando o home office ou interrompendo as funções nos escritórios, para que todos possam ter acesso à segurança durante o isolamento social.

E por falar em isolamento, é importante entender como isso afetará os clientes, também. Tendo experimentado uma nova maneira de viver, os consumidores estão recalibrando seus gastos, aumentando a probabilidade de que os serviços online possam ser adotados muito mais rapidamente e que diversas categorias de pouco contato ganhem a atenção da clientela.

Tendo isso em vista, decodificar esse novo normal – e garantir que a empresa tenha uma estratégia para navegar nele – é uma parte importante do trabalho. Desse modo, abordagens como o uso de um portfólio de iniciativas e o planejamento para tomada de decisão sob incerteza podem ajudar bastante a criar uma bússola para os líderes empresariais seguirem.

Use esse momento e tempo para fazer mudanças, reorientar e reinventar a cultura de suas empresas de maneira positiva. Quem sabe a Low Touch Economy seja a saída para o país e para o seu empreendimento!

 

Publicado em:

Estrategias que Transformam

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Health tech Brasil

Health tech Brasil

Não é novidade que a tecnologia veio para ficar. Basta olharmos ao nosso redor que logo comprovaremos este f...

Transformação Digital por Tripulação ET
24.04.2020 às 14:05:13
Estratégias que transformam

Assista a Websérie: Além da Transformação. Heads e líderes de diversos mercados comentam as transformações dos negócios.

Série

_Além da transformação

Assine e receba a série que reúne heads compartilhando conteúdo exclusivo para você enfrentar os desafios que virão.