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Não copie modelos prontos

Empresas de todo o mundo têm uma forte tendência em copiar aquilo que faz sucesso em outros negócios. Afinal, é um pensamento bem natural. Se deu certo para o outro, por que não daria certo para a gente? Um exemplo é o famoso modelo Spotify, ou o Spotify Squads.

Este é um dos cases de cultura ágil mais famosos no mundo, que muitas empresas tentam replicar em seus negócios. Porém, existe uma linha bem tênue entre copiar e implementar um modelo de sucesso. A segunda ideia envolve desaprender aquilo que já sabemos e entender como o novo pode ser aplicado no nosso negócio.

É isso que iremos mostrar neste post. Descubra o que é o modelo Spotify e quais são as lições que podem ser tiradas dele.

Entenda o modelo Spotify

O modelo Spotify é um dos maiores responsáveis por transformar a empresa em uma marca tão valiosa como é hoje. A ideia é um framework de organização, através de uma matriz, que orienta os times vertical e horizontalmente. Para isso, são aplicados 4 conceitos: os squads, tribes, chapters e guilds.

Squads: equipes compostas por 3 a 10 pessoas, responsáveis por trabalhar em uma funcionalidade específica;

Tribes: Conjuntos de squads que trabalham em funcionalidades que se relacionam;

Chapters: Compostas por profissionais que têm funções similares em uma mesma tribo;

Guilds: Grupos de profissionais de squads e tribes diferentes, mas que se reúnem de acordo com algum interesse em comum.

O modelo Spotify funciona, pois ele divide muito bem os profissionais e equipes. Assim, ele mantém a entrega de cada uma das funcionalidades ainda mais fácil. Por outro lado, através da integração das tribes e dos chapters, permite que a comunicação seja por toda a empresa, ajudando a trazer um produto bem coeso.

Como o Spotify chegou neste modelo?

Além de entender como funciona este modelo, também vale a pena trazer um contexto de como ele foi idealizado. Quando o Spotify começou a fazer sucesso, tudo estava bem. A empresa estava atraindo clientes e se tornando cada vez mais forte. Porém, no retrovisor, estavam gigantes como a Apple, o Google e a Amazon, prontos para lançarem seus próprios serviços. Sem se tornar uma potência global, o Spotify estava passando por um enorme risco.

A estimativa era que seria necessário aumentar a equipe de 100 para 1000, de modo a manter o negócio em um patamar de competitividade com os gigantes do mercado. Para isso, a empresa começou a testar diferentes estruturas, até chegar ao modelo que vimos acima, o famoso modelo Spotify.

Mas, a estrutura é só um pedaço do quebra-cabeça. A ideia central, na verdade, era explorar o conceito dos times autônomos. Então, o que eles fizeram foi pegar o manifesto ágil e colocaram nas paredes da empresa o manifesto Spotify. São 5 conceitos principais que direcionam a empresa:

Melhora contínua;

Desenvolvimento interativo, em ciclos curtos;

Simplicidade;

Confiança;

Liderança que serve os colaboradores, atuando como coaches e mentores.

É claro que a autonomia das equipes tem um lado negativo. Gerenciar mais de 180 equipes que operam de forma totalmente autônoma é um grande desafio. Especialmente em projetos que envolvem muitas, ou todas, as equipes.

A verdade é que isso ocorre com qualquer modelo. Todos, não importa qual você use, têm seus pontos contra e a favor. Por isso, o ideal é inovar e investir no modelo próprio.

Por que você não deve copiar o modelo Spotify?

O segredo para o modelo Spotify não está exatamente no modelo em si, mas sim no processo. Ou seja, não é o modelo empregado para a divisão das equipes que é o ideal, mas a maneira como ele foi construído.

Como mencionamos, é muito comum querer copiar literalmente os modelos que são usados por algumas marcas líderes no mercado, especialmente as estrangeiras. Porém, copiar é um erro enorme. O tamanho das empresas pode ser diferente, o modelo de trabalho, o mercado em que ela está inserida, a região, o público-alvo e inúmeras outras.

Isso quer dizer que, com tantas diferenças, não existe nenhuma garantia de que o modelo funciona. Pelo contrário, o mais provável é que ele falhe, pois você está tentando encaixar uma peça de círculo no buraco do quadrado.

Mas isso quer dizer que é para ignorar o modelo Spotify e todos os outros? Claro que não. Eles são uma incrível fonte de conhecimento e aprendizado. Servem para primeiro você desaprender aquilo que considera verdade, como que uma empresa precisa ter uma hierarquia em determinado modelo, para aprender com os novos conceitos e encontrar o ideal para seu negócio.

Como criar seu próprio modelo Spotify?

É muito improvável que o seu negócio se encaixe nos parâmetros que fez com que o modelo Spotify desse tão certo para essa empresa. Por isso, é preciso criar o próprio modelo. Também não existe forma de como criar o modelo ideal, se tivesse seria muito fácil. É preciso olhar para a organização e entender o que ela precisa.

Comece procurando entender qual é a dor ou prazer do usuário você quer resolver. No caso do Spotify, o prazer é ouvir música de forma conveniente e simples. O produto não é “CD”, ou nem mesmo o app. Esta foi a melhor solução encontrada para trazer o prazer com o mínimo de dor.

Ao começar a pensar no modelo, não empodere apenas a liderança, mas todos os colaboradores da empresa. Afinal, o modelo deve ser o ideal para eles, acima de tudo. Converse com as equipes e tenha uma ideia da estrutura que eles veem como a ideal. Olhe diversos modelos de organização, mesmo aqueles fora do agile, e encaixe as melhores ideias no seu negócio.

Com as ideias reunidas, é hora de olhar para o modelo em si. Entenda quais são as maiores capacidades e falhas da sua organização. O que você precisa melhorar? Por fim, comece a desenhar uma nova organização com pilotos, de modo a entender se o modelo funciona no seu contexto.

Para ajudar você a revolucionar sua empresa e para fechar o conteúdo, fica uma recomendação de vídeo. Este conteúdo é apresentado por Pyr Marcondes, diretor do ProXXima, plataforma que foi apoiadora da Websérie: Além da Transformação. Pyr mostra a importância dos executivos desaprendenrem aquilo que consideram como lei, de modo a abrir a gestão a novas visões e uma equipe multidisciplinar. Apenas assim, você consegue criar seu próprio modelo Spotify.

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Publicado em:

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Transformação Digital por Tripulação ET
16.10.2020 às 16:57:36

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