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    Uma indústria em crescimento

    O mercado mundial de Biotecnologia tem cada vez mais relevância para diversas economias em todo o planeta, não apenas financeira, mas também como fonte de trabalho, renda, inovação e desenvolvimento socioeconômico. Neste artigo daremos mais detalhes sobre esta grande indústria em crescimento no mundo e também no mercado nacional.

    Para saber mais, acompanhe conosco!

    Um mercado em expansão no mundo todo

    O mercado de Biotech tem apresentado receita e faturamento crescentes a cada ano nos mercados internacionais. A estimativa da consultoria estadunidense Grand View Research (GVR) é de que o mercado mundial da Biotecnologia chegue ao tamanho de 721 bilhões de dólares por volta de 2025. Segundo o levantamento, a taxa de crescimento anual esperada está por volta de 7,4%.

    As expectativas são bastante positivas, uma vez que este mercado se torna cada vez mais relevante dentro da vida e do cotidiano de milhões de pessoas.

    Produtos e serviços voltados à medicina regenerativa, à produção genética e a realização de diagnósticos em saúde devem ser os principais motores do lucro e da renda gerada por este mercado nos próximos anos, em especial após a pandemia da Covid-19 que trouxe grandes investimentos na área.

    Por ora, os investimentos estatais nas indústrias de Biotecnologia ainda são os maiores motores de crescimento desses empreendimentos, uma vez que muitos destes produtos e serviços não são comercializados diretamente ao público, mas sim, negociados com o intermédio do Estado e outros agentes públicos e privados.

    Entretanto, este cenário deve ser modificado à medida que novas regulações facilitem a operação destes empreendimentos em diversos mercados internacionais, especialmente na Ásia, com destaque para o mercado chinês. Apesar de investir em players domésticos, a China tem tido abertura para receber os produtos e serviços do mercado estrangeiro.

    Principais mercados e players

    Ainda segundo o relatório da GVR, os maiores mercados de cada continente são: Estados Unidos (América do Norte), Alemanha e Reino Unido (Europa), China e Japão (Ásia e Pacífico), Brasil (América do Sul) e África do Sul (África e Oriente Médio).

    As tecnologias de maior relevância dentro do mercado da Biotecnologia, segundo o levantamento, são:

    • Sequenciamento de DNA;
    • Nanobiotecnologia;
    • Regeneração e engenharia de tecidos;
    • Fermentação;
    • Ensaios com células;
    • Tecnologia PCR;
    • Cromatografia e outros.

    Estas tecnologias serão utilizadas principalmente nas áreas de saúde, alimentação e agricultura, meio ambiente e recursos naturais, processamento industrial, bioinformática e outros.

    Em um mercado com expansão tão exponencial em todo o mundo, os principais players são mega organizações como Gilead, Abbott, Celgene, Novo Nordisk, Novartis AG, Sanofi, Lonza e outros.

    Cenário Brasileiro da Indústria de Biotecnologia

    Se no mercado internacional o setor da Biotech está em relevante crescimento, no Brasil as estimativas mostram um cenário bastante semelhante. No país que é um dos maiores produtores de milho e soja transgênica do mundo com mais de 52 milhões de hectares em área plantada, este e outros produtos do mercado da Biotecnologia movimentam o país principalmente na área do agronegócio.

    O levantamento “Brazil Biotech Map” mostra que 39,7% das empresas brasileiras do ramo da biotecnologia estão alocadas na área da saúde humana. 14,3% atuam na área da saúde animal, 9,7% dos empreendimentos produzem na área da agricultura, enquanto 14,8% das companhias oferecem produtos e serviços nos setores de meio ambiente e bioenergia.

    Subáreas do mercado de biotecnologia brasileiro

    Outros destaques do mercado brasileiro de produtos biotecnológicos são as sementes geneticamente modificadas de trigo e algodão, tendo o estado de Mato Grosso como a unidade federativa que mais adota o plantio de culturas transgênicas no país.

    Segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Biotecnologia (SBBiotec), o país possui mais de 730 indústrias de biotecnologia instaladas ao longo do território nacional. Seis cidades do país concentram mais da metade de todas estas indústrias, permitindo a parceria entre as empresas e as principais universidades do país para geração de conhecimento e pesquisa acadêmica.

    Estima-se que 95% das empresas privadas de biotecnologia do país possuam algum tipo de relacionamento com institutos universitários públicos de pesquisa acadêmica, seja na forma de acordos de colaboração, projetos de extensão e pesquisa, programas de estágio, treinamento e formação continuada.

    A capital paulista é o principal polo de produção biotecnológica no país, concentrando cerca de 150 empreendimentos do setor, incluindo players de relevância internacional como Monsanto, Natura, Bayer, Johnson & Johnson, Novartis, Roche e GE Healthcare. Os principais players públicos do estado são o Instituto Butantan, na área da saúde, e a USP como geradora de conhecimento científico.

    O Rio de Janeiro concentra cerca de 70 players, sendo a segunda cidade com a maior concentração de empresas no setor. Além dos empreendimentos privados, as instituições de pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o instituto Bio-Manguinhos e as escolas de biotecnologia da UFRJ, da UERJ, da UFF e da Puc-Rio prestam suporte acadêmico à produção do ramo.

    Belo Horizonte, Ribeirão Preto, Porto Alegre e Viçosa, respectivamente, concentram a maioria das empresas de biotecnologia remanescentes, com relevantes parques tecnológicos nas quais os empreendimentos privados fecham parcerias com institutos públicos.

    Diferente de São Paulo e Rio, que possuem maior relevância de produção farmacêutica, produção energética e bioinformática, as demais cidades mencionadas se destacam pela produção biotecnológica no setor de insumos agroindustriais.

    Panorama geral da biotecnologia no Brasil

    O mercado de Biotecnologia no Brasil ainda é jovem. A grande maioria das empresas ainda não tem mais do que vinte anos de atuação, segundo levantamento da Fundação Biominas. Entretanto, é um mercado que movimenta mais de R$ 9 bilhões de reais por ano, gerando aproximadamente 28 mil postos de trabalhos diretos.

    Segundo o mesmo levantamento, os grandes players transnacionais são responsáveis por cerca de 90% do faturamento do setor de biotecnologia no Brasil, enquanto aproximadamente metade das empresas do ramo possui um faturamento anual de até R$ 2,4 milhões. 20% das companhias não obtêm lucros regulares, e 85% dos empreendimentos possuem até 50 funcionários.

    O mercado de Biotecnologia no Brasil utiliza mão de obra altamente qualificada. A cada dez funcionários empregados diretamente, 40% são doutores (PhD) e pelo menos 20% são mestres.

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    Publicado em:

    Estrategias que Transformam

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