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Transformação Digital
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O Brasil está na zona de decolagem?

O ano de 2018 foi uma aposta para a transformação digital no Brasil. Até então, as empresas tinham bastante curiosidade sobre o tema, mas ainda não percebiam o quão importante é investir na transformação.

Pode-se dizer que esse ano há um movimento mais forte do empresariado brasileiro no sentido de entender que a transformação digital está diretamente relacionada a melhor experiência do cliente, mudança de mindset, uso de dados para tomada de decisão e consequentemente, aos positivos resultados da indústria.

Mas o que seria essa transformação digital? O digital está em todos os lugares, desde as mãos dos consumidores, com o uso dos smartphones, até a criação de produtos e serviços inovadores e ainda nos processos produtivos mais incrementados.

Dessa forma, as empresas que ainda operam em modelos tradicionais e burocráticos já entenderam que é preciso aderir às transformações para continuarem vivas no mercado. A ideia é usar tecnologias que tragam agilidade aos processos produtivos, como as que caracterizam a indústria 4.0, tornando a logística mais eficiente.

Para entender um pouco mais sobre como é possível transformar sua indústria e compreender qual é a postura do país frente a esse novo cenário, acompanhe o nosso conteúdo.

 

O Brasil está atrasado ou dá sinais de mudança de mindset em relação a transformação digital?

 

A maioria das empresas brasileiras ainda está inerte ao panorama da transformação digital. Mas existem duas situações que tendem a pressionar as organizações a considerar os investimentos nas novas tecnologias.

Uma delas é a crise política e econômica que vem se estendendo há quase quatro anos no país e, portanto, a possibilidade de mudança de cenário vai de encontro a segunda situação que é a real necessidade de de acelerar a mudança para estar competitivamente forte no mercado nos próximos anos.

Os números revelam que o país ainda não saiu do lugar como deveria. Uma pesquisa recente da Federação Internacional de Robótica (IFR, sigla em inglês) mostra que o Brasil tem dez robôs a cada 10 mil trabalhadores, sendo que a média global é de 74.

O país também fica na 39ª posição em um ranking de 44 países que mais usam a tecnologia. A liderança é da Coreia do Sul, com 631 robôs por 10 mil trabalhadores, seguida por Cingapura (488) e Alemanha (309).

É sabido que o atraso ameaça a competitividade das empresas brasileiras, portanto é preciso que o país acompanhe esse movimento de transformação e de mudança de mindset que já acontece em boa parte do mundo. Os empresários brasileiros também já estão atentos às mudanças globais em relação à digitalização.

O varejo internacional, por exemplo, vem se posicionando digitalmente e isso tem impactado diretamente nos resultados. No mercado americano, a Amazon, assim como a Magazine Luiza por aqui, já fazem parte dessa nova realidade, ou seja, desse novo modelo econômico cada vez mais digital.

Os investimentos em tecnologia no varejo brasileiro sempre foram mais atrasados do que em países do mesmo perfil, mas esse ano, o setor já dá sinais de que deseja se equiparar a outros países emergentes no quesito digitalização.

Além do varejo, outro setor que está investindo na digitalização é o das instituições financeiras. Os bancos estão atuando em várias frentes para se reinventarem, principalmente diante do surgimento das fintechs, que estão em ascensão no mercado, trazendo mais praticidade e economia em produtos e soluções financeiras para os consumidores.

Assim, a transformação digital das instituições bancárias tem a ver com o objetivo de trazer mais agilidade, flexibilidade e praticidade aos serviços prestados aos consumidores, que estão abertos a essas novas possibilidades e antenados ao que as fintechs estão trazendo de novidade. Esta competição tende a acirrar a concorrência com os bancos, que se veem praticamente obrigados a inovar.

E quanto a indústria 4.0?

A indústria 4.0 também conhecida como a quarta revolução industrial é a nova era da indústria, que engloba tecnologias para automação e integração de dados. O termo foi cunhado na feira de Hannover, na Alemanha, em 2011. Dentre os principais pilares da indústria 4.0 estão os robôs inteligentes, a manufatura aditiva, a simulação virtual, a integração dos sistemas, a internet das coisas, big data, o cloud computing, a realidade aumentada e a segurança cibernética.

Alguns dos destaques desses pilares estão a robotização, que como o próprio nome diz, envolve a aplicação de robôs nas indústrias, que interagem com outras máquinas e também com os profissionais, tornando os processos mais flexíveis, ágeis e colaborativos.

Outro pilar importante é a internet das coisas (IoT) que possibilita a conectividade entre os mais diversos dispositivos da indústria, facilitando o acesso e o controle dos profissionais diante de todo o processo produtivo.

Além disso, o big data integrado aos sistemas inteligentes que ajudam no controle total dos processos, identificando falhas e ajudando na otimização de recursos e na melhoria da qualidade produtiva.

Ainda vivendo um momento de crise e visando a retomada econômica, a indústria brasileira tem uma excelente oportunidade de investir em tecnologia e transformação digital, abandonando as justificativas relacionadas a falta de capital ou mesmo a questão cultural.

Na verdade, a transformação digital de um negócio é complexa independente do país em que ocorre. No Brasil, a mentalidade do setor já começa a mudar e se atenta para os benefícios dessa transformação relacionada ao melhor aproveitamento da mão de obra, bem como a possibilidade de redução de custos e alavancagem dos negócios por meio da automação.

Uma pesquisa conjunta entre a Fletcher School, da Universidade de Tuft, e a Mastercard, em 2017, permitiu que a HBR criasse um Índice de Evolução Digital que analisa a taxa da evolução digital em cerca de 60 países. Essa evolução é constatada pela relação entre quatro quesitos baseados em cerca de 170 indicadores.

Para analisar a evolução digital, a pesquisa fez os seguintes questionamentos:  

  • Quais os padrões da evolução digital ao redor do mundo?
  • Quais fatores explicam os padrões e como eles variam de acordo com a localidade?
  • Quais países podem ser considerados mais competitivos no que diz respeito à transformação digital?
  • Quais atores são principais: o setor público ou privado?
  • Como os países atuam para acelerar o crescimento digital?

A partir do levantamento, os países foram divididos em quatro zonas: zona de destaque, zona de estagnação, zona de decolagem e zona de alerta. Outros países foram classificados ainda como mais próximos das zonas múltiplas.

De acordo com a pesquisa, o Brasil faz parte da zona de decolagem (break out),  que significa que possui baixa pontuação em relação ao seu estado atual de transformação, no entanto, nota-se um desenvolvimento rápido.

O ótimo momento de desenvolvimento dos países da zona de decolagem juntamente com seu alto potencial de crescimento faz com que eles sejam muito atraentes para novos investidores.

Esses países sofrem por terem uma infraestrutura relativamente subdesenvolvida bem como baixa qualidade institucional, logo, entende-se que, caso eles queiram desenvolver-se de modo adequado neste sentido, deverão estimular o surgimento de instituições que possam tanto fomentar quanto manter as inovações.

Os países da zona de decolagem possuem potencial para tornarem-se países da zona de destaque no futuro, sendo liderados por Bolívia, Quênia e Rússia.

Diante dessa realidade, é importante que as empresas brasileiras entendam que esse ano e em 2019 podem ser decisivos para essa transformação digital no sentido de se prepararem para o novo ciclo de retomada econômica que está por vir.  

Portanto, as empresas precisam aderir ao uso de tecnologias que tragam velocidade aos processos produtivos e ciclo de vida dos produtos. Lembrando que os profissionais também precisam acompanhar essa evolução tecnológica e se capacitar e preparar para lidar com novas funções mais estratégicas e com o desenvolvimento de ofertas que tragam mais valor aos clientes.

A transformação digital traz a tona uma nova complexidade operacional que requer multi profissionais altamente qualificados e equipes multidisciplinares capaz de rever estratégias de trabalho, novos formatos operacionais e até mesmo novas metas e objetivos já que a tecnologia é capaz de mudar a dinâmica de mercado e agregar velocidade à produção.

Os profissionais brasileiros precisam então se preparar para buscar, organizar e analisar dados e a partir disso tomar decisões mais assertivas, repensando o negócio e garantindo resultados mais positivos para a organização. Eles precisam estar conectados na mentalidade “always beta”, que consiste na ideia de falhar cedo e rápido para desafiar conceitos pré-estabelecidos, testando novas formas de lidar com produtos, processos e com o consumidor.

E então? O que você achou sobre o contexto da transformação digital no Brasil? Concorda que ainda há muita desigualdade no que diz respeito aos mercados impactados por tecnologia pelo mundo, e que já é hora de o Brasil focar nesse desenvolvimento?

Publicado em:

Estrategias que Transformam

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