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Transformação Digital
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Você tem medo?

Não há dúvidas de que os robôs provocam divergência de opiniões, especialmente quando se trata de mercado de trabalho. No entanto, em uma era repleta de tecnologias disruptivas que estão transformando o dia a dia das pessoas, em suas vidas pessoais e em seus locais de trabalho, eles são um avanço tecnológico irrefreável.

Vários especialistas atestam que as tarefas repetitivas serão direcionadas a robôs. Os humanos serão direcionados a atividades mais nobres e criativas. A sociedade terá de se preparar e se adaptar para as mudanças que já estão acontecendo nesse sentido. É inevitável.

 

Robôs já estão por toda parte. Quem está preparado?

 

A questão é: como preparar as pessoas? As empresas terão de criar programas para essa evolução, para estimulá-las e ajudá-las a buscar novos caminhos, em novas funções. Mas quais serão essas funções? Muitas ainda nem existem…

O jeito, então, é buscar qualificação em tecnologias emergentes, voltar-se para o digital. Com novas habilidades o profissional aumenta suas chances de se encaixar em alguma oportunidade do futuro que já bate à nossa porta.

Fato é que os robôs estão em toda a parte, espalhados, sem que as pessoas notem a sua presença. Quando falamos em “robôs”, as pessoas imaginam aqueles com formas parecidas com as dos humanos. Mas a maioria é software, que se esconde em aplicações e nos rodeia todo o tempo, muitas vezes, sutilmente.

Bots Humanos – ou quase

De acordo com a Sociedade Brasileira de Computação (SBC), cerca de 30% do tráfego na web já é realizado por robôs. As pessoas não têm contato físico com todos que fazem parte das suas redes sociais. Assim, softwares robôs estão sendo cada vez mais utilizados como se fossem humanos. Estudo recente da Adobe, realizado pelo Wall Street Journal, revela que 28% do tráfego na web vem de bots e outros “sinais não-humanos”. É uma evolução em curso, sem volta.

Mas será que humanos podem criar empatia com máquinas que parecem pessoas? Quem responde a essa pergunta é Kate Darling, pesquisadora do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e especialista em robótica.  “Sim!”. Segundo ela, como já estão presentes nas fábricas e até atrás de paredes, eles avançam agora para transportes e casas, interagindo com as pessoas. E, quanto mais parecidos com os humanos, maior empatia eles provocam.

Eles não são ameaça (são mais como amigos)

Cyrela, Bradesco e Macy’ são exemplos de empresas que já estão implementando algumas soluções de inteligência artificial (IA), tornando suas operações mais eficientes e ágeis. A Forbes está usando softwares para criação de matérias na seção de Ações e Bolsa de Valores, substituindo jornalistas e os direcionando para reportagens apuradas. Hotéis no Japão automatizaram muitas funções antes realizadas por humanos, como a recepção de hóspedes e armazenamento de bagagens. É um caminho em ebulição…

Assisti recentemente a uma entrevista com Peter Kronstrøm, diretor do Copenhagen Institute for Futures Studies Latin America, e ele afirma veementemente que os robôs jamais devem ser tratados como ameaças. “Não é uma questão de substituição (de máquinas por humanos), mas de aprender e trabalhar juntos”, disse. E reiterou: “Os robôs têm de ser encarados como colaborativos”.

Acredito nisso. A Inteligência Artificial e tecnologias cognitivas vão ampliar a capacidade do ser humano em diferentes áreas. Temos capacidade ímpar de resiliência aqui no Brasil, porque já enfrentamos e superamos períodos graves de turbulência econômica. E ainda estamos reconstruindo cenários por aqui. O brasileiro, em especial, se adapta facilmente aos novos desafios, e, segundo pesquisas, é aficionado por tecnologia, o que facilita bastante essa evolução.

É o futuro em curso. Não há o que temer, mas o que preparar. O futuro é agora e nós, humanos, que o construímos.

Publicado em:

Estrategias que Transformam

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