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Transformação Digital
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Novo ano, novas oportunidades

O ano começa e sempre há diversos estudos que são divulgados por sites mostrando as tendências de marketing digital. Há tempos isso ocorre e, muitas vezes, trazem mais do mesmo, como influenciadores; outras vezes, erram todas as projeções. Há os que eu acho mais engraçados: os estudos que inventam nomes para dizer a mesma coisa. A boa notícia é que sempre há algo para absorver, pois, ainda que a tendência não vingue no tempo esperado, há chances de que ela se concretize mais para frente. 

Dos estudos que li, separei alguns pontos que acredito que devamos ficar de olho, não apenas como tendência, mas como algo que ganhará força dentro do guarda-chuva da Transformação Digital, que espero, sinceramente, que esse ano saia do discurso para o dia a dia das marcas. A Transformação Digital precisa ser preparada pela empresa, ou, em alguns anos, sua concorrência irá engoli-la. Ou pior, seu pior inimigo pode ainda nem ter sido lançado e seu principal oponente pode ter, agora, 15 anos de idade.

Um ponto que me deixa um pouco chateado nesses estudos é o quanto tudo no Brasil demora para acontecer. E não é por falta de dinheiro, e muito menos por talento, pois o brasileiro, no campo do marketing, não fica devendo para nenhum estrangeiro, a diferença é que lá o pensamento está mais avançado; aqui, o que está avançado é o medo.

 

Busca por voz

A ComScore afirma que, em 2020, 50% das buscas serão feitas por voz. A Siri, por exemplo, está presente nos iPhones há tempos, mas, no Brasil, há pouco uso de seus recursos e digo isso baseado até no meu comportamento. Eu raramente a uso e na minha micro-sociedade só me lembro de um amigo que usa. Entretanto, a Siri ganhou colegas como o Alexa, da Amazon, e Google Assistente. Até os carros ganharam novos parceiros dentro desse conceito. 

A Chevrolet lançou, há algum tempo, On Star e MyLink e tem apostado mais nesses diferenciais para seus carros. A Sony Brasil já desenvolveu produtos compatíveis com a Alexa, como televisores e headphones, por exemplo.

Todos sabemos como o SEO é importante no universo da busca, entretanto, com esse mercado sendo potencializado pela voz, profissionais de SEO deverão se focar em otimizar o VSEO (voice search engine optimization) das marcas nos próximos meses para o caso de a ComScore estar certa.

 

Personalização

Eu me lembro de um case interessante da Brastemp You, um projeto que infelizmente saiu do ar, mas que trazia a possibilidade de montar a geladeira da forma que o consumidor queria. Cor da porta, diferente da cor do refrigerador, a maçaneta de outra cor, as prateleiras internas de uma forma que agradava um a um. Esse foi um case, entretanto, é preciso entender que a personalização sempre foi algo a ser pensado. Em 2007, li um livro que era a tese de mestrado de um aluno do Rio Grande do Sul. Ou seja, isso é algo pensado há muitos anos, mas pouco implementado. Com o BigData isso será muito possível, tanto em produto como em comunicação. É sabido que as pessoas compram produtos por razões muito diferentes entre si, por isso, não há como fazer a mesma comunicação. E não adianta dizer que segmenta, se você cria, ainda, uma arte de email marketing e dispara para toda a sua base.

 

Streaming veio com tudo

A Netflix, sem dúvida, revolucionou a forma como as pessoas consomem conteúdo de vídeo na TV, Assim como seu “primo” Youtube o fez com vídeos online. A Netflix apenas uniu os dois. Seu sucesso foi tão grande que Disney, Apple, HBO e redes Record e Globo entraram nessa onda. Agora tudo pode ser ao estilo do Netflix. A Turma da Mônica, por exemplo, lançou a “Banca da Mônica” que permite aos clientes ler gibis e revistas especiais da turminha em dispositivos eletrônicos compatíveis.

Muitas empresas produtoras de conteúdo estão perdendo tempo em usar o Netflix como inspiração para divulgar seus produtos como livros, revistas, áudios, cursos, artigos entre outros produtos, não físicos, mas que podem ser consumidos de forma digital. Não é preciso ter grandes investimentos, basta apenas ter vontade e entender que o mundo está cada dia mais digitalizado.

 

PodCast

Mais uma vez estamos falando sobre conteúdo. Não há dúvida que essa palavra é o que une tudo em torno da internet. Netflix, Facebook, WhatsApp, Instagram e TikTok são algumas das plataformas para disseminar esse conteúdo. Aliás, fica a dica: fiquemos de olho no TikTok e em seus mais de 600 milhões de usuários em todo o planeta. O Likee é uma outra plataforma a ser olhada de perto, concorrente direto do TikTok e com uma aderência gigantesca das crianças.

O PodCast pode ser de tudo e para todos. Segundo André Muniz, empresário com mais de 20 anos de experiência em rádio, esse meio tende a morrer, pois “é muito caro manter quadros nas rádios, mas com o PodCast essas rádios podem baratear custos e talvez salvar um meio que, infelizmente, tem perdido audiência por seu formato quadrado e antigo”. Os grandes veículos de mídia estão apostando alto nesse segmento, que pode ser um elo de conexão entre marcas e consumidor muito forte, com BigData por trás de tudo, será possível segmentar conteúdo e propagandas de uma forma única nesse canal, 100% digital. 

 

Inteligência artificial 

Por fim, não há como fugir de um dos mais importantes pilares do guarda-chuva da Transformação Digital, a inteligência que trará mais recursos, insights e assertividade das marcas no universo digital. Chatbots, por exemplo, ao lado da busca por voz, estão no topo dos recursos que a Inteligência Artificial potencializará. Sites, redes sociais e e-mail marketing estão sendo potencializados com essa tecnologia e quanto mais as máquinas aprendem, mais elas ensinam. Pense nisso!

 

Publicado em:

Estrategias que Transformam

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