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Transformação Digital
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O que a transformação digital vai mudar no seu negócio?

Eu tenho certeza que em algum momento de 2017 para cá você ouviu sobre o termo “transformação digital”. Quando tive a ideia de juntar muitos estudos para conceber um projeto, em 2018, esse foi um ano em que muito se falou disso. O mercado varejista, no geral, pede, implora e necessita do novo diariamente, pois o comportamento das pessoas mudou. E tende a mudar cada vez mais. Em 2017, estive presente em um evento da agência Talent Marcel chamado “Mind The Gap”, um estudo feito pela agência, em parceria com o canal Multishow, da Globosat, estudando a geração Y. Pouco tempo depois, a Editora Abril, lançou um estudo chamado “O X da Questão”, apresentado pelo Walter Longo, em que expunha as mudanças das gerações atuais versus as antigas.

Muita coisa mudou e muita coisa permanece igual, o que é, de fato, algo normal de geração para geração. Um ponto comum é que a tecnologia exerce um papel fundamental no desenvolvimento das novas gerações. Internet, Smartphones, Netflix, Amazon, Google, Tablet, Uber, são alguns dos pontos que a tecnologia trouxe e mudaram o mundo.

“Segundo estimativa do professor Buckminster Fuller, em seu ‘Knowledge Doubling Curve’ até 1900 o conhecimento humano dobrava aproximadamente a cada século. Daniel fim da Segunda Guerra Mundial, passou a dobrar a cada 25 anos. Hoje,só para ter uma ideia, conhecimento humano dobra, em média, a cada 13 meses. E, de acordo com a IBM, a construção da Internet das coisas poderá levar a duplicação do conhecimento há período de 12 horas”. Será então, preciso, cada vez mais, entender de pessoas e não de mídia. Mídia é commodities. Pessoas, não!

Será?

Fica aqui uma provocação. Eu ouço dos mais jovens que hoje eles não querem sair no sábado porque querem ficar em casa vendo Netflix e pedem uma comida pelo iFood. Os que saem deixam o carro em casa e vão para as suas festas de Uber. Viva a tecnologia! Mudando comportamentos. Se você, assim, como eu, é da geração X, e que na nossa adolescência, na década de 90, não tínhamos a Internet tão desenvolvida como hoje, não podíamos desfrutar desse conforto, não é mesmo? Pois bem, eu me lembro de muitos sábados, com a grana curta, eu ir na Blockbuster, pegar 2 DVDs, pedir pizza pelo telefone e se eu fosse para uma balada, ia de Taxi. Muda-se as ferramentas, mas o comportamento é o mesmo. Os estudos acima, mostram muito isso.

Transformação digital passa por entender pessoas!

Os avanços digitais seguem aumentando potencialmente o volume de interações entre consumidores e marcas. Uma pesquisa realizada pela empresa Atento revelou que 97% dos brasileiros acreditam que, num futuro próximo, os contatos deverão acontecer com maior volume por meio de
canais digitais. “Além de melhorar a experiência dos clientes e criar novos serviços, é necessário também identificar oportunidades de ganhos de produtividade e melhorias de custos”, avalia Flávio Henrique Ribeiro, diretor executivo de tecnologia, infra e operações da Atento.

Na sua essência, segundo o site Marketing de Conteúdo, a Transformação Digital é “um processo no qual as empresas fazem uso da tecnologia para melhorar o desempenho, aumentar o alcance e garantir resultados melhores. É uma mudança estrutural nas organizações dando um papel essencial para a tecnologia, um processo no qual as empresas fazem uso da tecnologia para melhorar o desempenho, aumentar o alcance e garantir resultados melhores. É uma mudança estrutural nas organizações, dando um papel essencial para a tecnologia. Trata-se de uma mudança radical na estrutura das organizações, a partir da qual a tecnologia passa a ter um papel estratégico central, e não apenas uma presença superficial. Isso leva tempo e consome recursos, mas não são só as grandes organizações que podem implantar programas de Transformação Digital, até porque isso não se resume a quem tem mais dinheiro.

Avalio que esse site tem a melhor explicação do conceito da Transformação Digital. Por outro lado, é importante entender que para a Transformação Digital ocorrer é preciso que haja uma mudança na mente dos decisores das marcas, onde é preciso, acima de tudo que eles entendam que hoje não mais se constrói marca sem inovar. Se fizer uma pesquisa com a Geração Y sobre as marcas que eles mais admiram, fatalmente, marcas extremamente inovadoras, como Netflix, Amazon, Google, Apple, Coca-Cola, Nubank estarão entre as principais respostas.

Duvida?

Bom, essa é uma pesquisa, informal, que fiz quando dava aula na FMU. Uma coisa bacana de dar aula, é que você tem uma troca de informações muito legal. Na FMU, eu dava aula em 4 turmas, o que chegava a quase 180 alunos, fiz muita pesquisa com eles, sem embasamento nenhum técnico, apenas para entender a cabeça da geração Y, que era, sem dúvida, quase 90% dos alunos das salas, mas para reforçar o que eu digo, o Portal Consumidor Moderno, publicou um estudo do Centro de Inteligência Padrão (CIP) em parceria com o consultor André Torretta que mostra, que no Brasil, Havaianas, Coca-Cola, Visa, Mastercard, Samsung, Nike, Ipiranga, Oi, Gol e Adidas – nessa ordem – são as marcas mais amadas por essa geração. Vai um pouco contra a pesquisa que eu fiz em sala de aula, o que é ótimo, pois pesquisas nunca podem ter apenas uma referência, mas se analisar com calma, Havaianas e Coca-Cola são marcas inovadoras. Havaianas em produtos customizados, Coca-Cola em sua comunicação. Ipiranga, deixou de vender apenas gasolina há tempos, Oi usa YouTubers como porta-voz e Samsung está cada dia mais se aproximando da Apple com produtos inovadores. Nike é “chover no molhado”. Me estranha Visa, Gol e MasterCard na lista, mas o recado está dado, quer falar com o jovem, que hoje é influenciador de compra e amanhã é o decisor? Sem inovar, não tem a menor chance!

Transformação Digital: Foque na experiência

Segundo o presidente mundial da Mercedes-Benz, “a experiência é novo marketing”. Para criar um processo de Transformação Digital é preciso, como item básico, ter uma grande integração entre o físico e o digital. Isso pode ser um empecilho para muitas empresas, mas a dica é, não deixe para amanhã, o que se pode fazer hoje. No Brasil, infelizmente, o que menos estamos vendo são iniciativas digitais, o que tem o lado bom, pois você – ou a sua marca – podem ser os pioneiros!

À medida que os clientes se comportam menos como indivíduos isolados e mais como redes conectadas coesas, todos os negócios devem aprender a explorar o poder e o potência as redes de clientes. Isso significa engajar-se, empoderar e co-criar com os clientes além do momento da primeira compra. – David L. Rogers, no livro Transformação Digital, repensando o seu negócio para a era digital (Ed Autêntica)

O fato é que a Transformação Digital propõe uma mudança radical na maneira como as empresas operam atualmente, incorporando processos digitais para que garantam seu lugar no futuro, ou seja, quando você ler por ai, que a Transformação Digital é a sobrevivência da sua empresa, um conselho: acredite!

Provocar é preciso!

Como um bom profissional de planejamento, eu tenho como obrigação provocar a mudança na mente dos gestores, por isso, eu já começo esse artigo mostrando para vocês um pequeno resumo de um estudo sobre como o Brasil está muito atrasado no sentido da Transformação Digital.

Para Paulo Ferezin, sócio-diretor e líder para o Setor de Varejo da KPMG no Brasil, que fez um paralelo do estudo Global Consumer Executive Top of Mind Survey da KPMG com o Brasil, as empresas que atuam por aqui estão mais atentas à própria geração de receita do que com uma visão de negócio de longo e médio prazos. “Não existe uma estratégia, mas ações isoladas e até mesmo desconectadas”, comenta. O primeiro passo essencial, porém, é justamente a inclusão da questão Transformação Digital na estratégia de futuro da empresa.

Isso pode ser algo péssimo, mas pode ser algo bom. Depende da visão de cada um. Quando Steve Jobs criou a Apple, IBM e Microsoft já estavam consolidadas, mas ele viu algo diferente no mercado e hoje, a Apple vale 1 trilhão de dólares, ao passo que a Microsoft, 4a, vale, 827 bilhões de dólares. Quando Steve Jobs, na garagem da casa dos seus pais criou a Apple, ele não pensou em fazer igual, não olhou o mercado igual, não viu o consumidor igual, por isso, pensou diferente – como seu posicionamento e propósito de marca sugerem – e está ai, mesmo anos após seu falecimento (ocorrido em 2011) a Apple só cresce.

Para finalizar…

Transformação digital não é para amanhã, pois o amanhã pode ser tarde demais. Esse é um processo de médio – longo prazo, ou seja, não adianta contratar uma empresa para fazer a Transformação Digital e acreditar que em 2 meses tudo estará perfeito, pois nunca está. Com as constantes mudanças no comportamento das pessoas – e do mercado – a Transformação Digital nunca acaba, ela é uma constante, mas como venho aqui batendo na tecla, é uma questão, literalmente, de vida ou morte para a sua empresa. A decisão é sua!

Publicado em:

Estrategias que Transformam

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