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Transformação Digital
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Internet das coisas (IOT), Big Data, inteligência artificial, redes sociais, cultura de dados e uma infinidade de tecnologias digitais: não adianta remar contra a maré.

Internet das coisas (IOT), Big Data, inteligência artificial, redes sociais, cultura de dados e uma infinidade de tecnologias digitais: não adianta remar contra a maré. A transformação digital é uma realidade e, se você tem o intuito de conduzir processos de inovação disruptiva na empresa, precisa não só investir em mudanças tecnológicas, mas, sobretudo, estimular uma alteração no mindset. Muito além de aparatos e técnicas, a transformação digital é sobre as pessoas: é uma mudança estrutural, cultural e comportamental.

Para promover tais modificações no mindset da equipe, um líder encontrará inúmeros desafios. Muitos ainda acreditam que o sucesso das organizações que têm se destacado no mercado se deve principalmente à adoção de novas tecnologias. No entanto, o que mais diferencia tais empresas é a habilidade que têm de criar valor e experiência à partir das alterações dos paradigmas comportamentais.

Se você quer entender sobre a relação entre transformação digital e as pessoas, mudanças comportamentais e cultura organizacional continue acompanhando.  

Inovação disruptiva

A inovação disruptiva segue em alta nas rodas corporativas, mas muitos ainda não entendem o conceito principal por trás da expressão. Tais processos de inovação estão intrinsecamente ligados à indústria 4.0 e à transformação digital e se referem à aplicação de uma tecnologia que afeta, de maneira significativa, a forma de gestão e operacionalização do mercado em questão.

Claramente a internet, a automação e digitalização de processos alterou toda a forma como as empresas negociam tanto entre si, B2B, e também a relação com o consumidor final. Não é à toa que a tendência de customer centricity é cada vez mais forte.

Com isso, é essencial que os gestores estejam, cada vez mais, atentos às inovações que podem impactar diretamente nos processos da empresa, a fim de mantê-la competitiva e, principalmente, utilizar oportunidades de mercado para aumento da lucratividade.

Mas é importante ressaltar, como falamos anteriormente: o aparato tecnológico é sempre acompanhado de uma mudança comportamental e, por isso, tão significativo para o business.

Claro que é fundamental investir em infraestrutura: cloud computing, Big Data e segurança de dados são apenas alguns dos exemplos que podem ser utilizados como ativos, cada vez mais valiosos. A informação é a chave. Mas para abrir a fechadura é preciso saber o que fazer com o volume de dados. Sendo assim, a estratégia de negócio precisa utilizar os dados a favor, com objetivo de reduzir custos, otimizar processos e, sobretudo, aproveitar oportunidades para escalar e crescer os modelos de negócios.

E, para isso, é fundamental uma mudança no pensamento. Antes de alterar os processos é preciso alterar a forma como pensamos: repensar métricas, realizar testes e validar à partir de uma cultura de dados e pesquisas é um bom começo. Mas não é o bastante.

Criatividade na transformação digital

Como sabemos, inovação e criatividade são fatores de suma importância para uma transformação digital efetiva. No entanto, a intenção não é apenas realizar processos diferentes ou investir em mudanças tecnológicas. A inovação e a criatividade precisam estar ligadas à processos que gerem oportunidade de criação de valor para a empresa de forma a obter resultados significativos.

Além disso, a forma de fazer diferente precisa ter um sentido que promova mudanças que reflitam significativamente na experiência do usuário com a organização e acarretem mudanças positivas nos processos de negócio.

Design thinking

Um dos princípios que deve ser levado em consideração quando falamos sobre pensamento criativo e transformação digital é o design thinking. A abordagem propõe uma mudança de paradigma, uma vez que o foco não é no produto da empresa, mas sim nas necessidades do cliente. O processo é construído à partir da experiência do consumidor com os produtos e serviços. Ou seja, mais uma vez, o que muda é o padrão comportamental, sendo focado em pessoas e não em produtos ou tecnologias.

Tal mudança mostra claramente uma alteração de foco pela qual toda organização deve passar: ao invés de pensar primeiro no desenvolvimento de produtos ou serviços é essencial pensar na jornada do usuário.

Trata-se de uma inversão do processo em que antes as empresas investiam na tecnologia para desenvolver seus produtos e depois divulgá-los e até empurrá-los para os usuários. Agora, o ideal é o contrário: utilize a tecnologia, a criatividade e as oportunidades de mercado para estudar o consumidor, entender as necessidades e só então, voltar-se novamente para o desenvolvimento do produto.

Transformação digital e liderança

Para que a empresa consiga promover de fato a transformação digital, o papel das lideranças é fundamental. Na maioria dos casos é necessário repensar os métodos de trabalho e até mesmo o posicionamento estratégico perante o mercado. Ou seja, mudar a forma como a empresa é vista e se relaciona com os consumidores. E, quando falamos de relacionamentos, estamos falando sobre pessoas.

Para que essa mudança de mindset seja bem sucedida, deve começar com o comprometimento das lideranças de primeira instância e as chefias setoriais. É necessário um planejamento estratégico e uma visão de futuro clara, com forte cultura organizacional para que toda a equipe esteja alinhada “na mesma página”.

Os líderes precisam tomar decisões que coloquem as pessoas e não o produto no centro da estratégia e estimulem a inovação e a criatividade nos processos empresariais. É papel das lideranças dar espaço para a formação de um ambiente de flexibilidade, colaboração, aprendizado, transformação e visão de negócio ampla.

Accountability e ambiente colaborativo

O conceito de accountability — que pode, resumidamente, ser entendido como “responsabilizar-se” deve começar pelos líderes e ser estendido à todos da equipe. É importante criar uma cultura de custommer sucess em toda a empresa.

Todos os colaboradores devem ter consciência que participam ativamente da estratégia de sucesso dos clientes e ter auto-responsabilidade perante os processos, sucessos e falhas. Outro ponto essencial é estimular a integração e relacionamentos entre os diversos times.

Além disso, é importante que os líderes tenham bem definidos indicadores como KPIs (key performance indicator) e OKRs (objective key results) para avaliar o trabalho de suas equipes e as mudanças necessárias a fim de promover a transformação digital e alcançar melhores resultados para a organização. É essencial definir métricas, prazos e investir em cultura de dados para validar os processos e progressos.

Mindset da transformação digital

Como falamos anteriormente, um dos pontos essenciais para a consolidação do mindest ideal à transformação digital é o desenvolvimento de uma cultura empresarial. As organizações devem investir em uma cultura de inovação voltada para a transformação de ideias em resultados de negócio que possam gerar alto impacto.

Tal cultura de transformação deve ser implementada entre todos os setores da empresa. A transformação digital envolve o compartilhamento e análise de informações entre diferentes áreas para a busca de soluções colaborativas e mais estratégicas.

Mas, como fazer isso?

Cultura organizacional

A cultura organizacional é determinante para o desenvolvimento de um mindset voltado para a transformação digital. O aspecto cultural é tão importante quanto o investimento tecnológico, uma vez que a cultura é a base de toda transformação comportamental.

Uma cultura organizacional voltada para a transformação digital deve ser centrada, principalmente, nas pessoas e nas oportunidades de desenvolvimento: de pessoas, produtos e modelos de negócio.

É importante investir em treinamentos, valores e comportamentos que reforcem a cultura empresarial. Adaptabilidade, aprendizado, agilidade e resiliência são alguns dos aspectos fundamentais a serem ressaltados. Times com diferentes perfis costumam ser boas alternativas

Os times, devem, de preferência, compartilhar metas e serem incentivados a trabalhar de maneira colaborativa com o intuito de propor soluções mais adequadas e inovadoras, a partir de diferentes pontos de vista. Isto aumentará a proposta de valor entregue aos clientes.

Customer centricity e a transformação digital

Não é à toa que hoje se fala tanto em experiência do usuário. Muito além dos conceitos de UX design que é voltado para a prática do usuário com as ferramentas digitais com o objetivo de torná-las mais acessíveis e adequadas — e design thinking, hoje as empresas que investem em customer centricity estão ganhando cada vez mais destaque no mercado ao investirem em um planejamento estratégico que tem como valor principal a experiência do consumidor com a marca.

Brian Chesky, CEO e co-founder da Airbnb, conta que o crescimento da empresa foi construído com base na experiência inicial dos usuários: a intenção era criar valor à partir de uma experiência 5 estrelas. Na verdade, a Airbnb se propôs a ir além: a cada passo Brian se perguntava: o que poderia ser uma experiência 6 estrelas? 7, 8 e assim por diante. Então, o primeiro passo foi desenhar a experiência perfeita — totalmente baseada no cliente — e só então ver como a tecnologia poderia auxiliar para que a empresa continuasse oferecendo uma experiência de excelência.

Vendo o exemplo da Airbnb fica mais claro entender porque a transformação digital é muito mais sobre as pessoas do que sobre a tecnologia em si. É somente a partir da mudança de mindset que a empresa consegue entregar a experiência perfeita.

Apesar da inteligência artificial, dispositivos móveis e conectividade ao alcance 24 horas por dia e todo aparato tecnológico disponível a experiência deve ser de pessoas — lideranças e equipes de uma empresa — para outras pessoas — consumidores.

A tecnologia é fomentadora das mudanças causadas pela revolução digital e, por isso, ainda é comum acreditarmos que a transformação digital é centrada em desenvolvimento tecnológico, mas a verdade é que ele faz parte da transformação. No entanto, trata-se muito mais de uma mudança cultural que reflete diretamente nos padrões comportamentais. Na forma como nos relacionamos com outras pessoas, com as “coisas” e, inclusive, com as marcas e produtos.

Portanto, se você deseja manter-se competitivo comece o quanto antes a mudança de mindset exigida pela transformação digital. Invista, sim, em cultura de dados e infraestrutura, mas, antes, promova uma mudança no padrão comportamental da organização baseada, sobretudo, em experiências e relacionamentos.

Publicado em:

Estrategias que Transformam

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