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Transformação Digital
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A transformação digital é para todos?

O irrefreável tsunami tecnológico e estratégico, chamado “digital”, foi provocado pela exigência de uma transformação imediata. O mercado teve que se movimentar de maneira frenética (e ainda o faz) para se alinhar às regras de um novo mundo, hiperconectado, móvel e altamente competitivo.

De acordo com a consultoria global IDC, os gastos mundiais com tecnologias para transformação digital apresentarão taxa de crescimento anual composta de 17,9% entre 2015 e 2020, somando nada menos do que US$ 2 trilhões em 2020. Os números são gigantescos.

Nessa toada, o digital segue sua trajetória redesenhando negócios transformados por tecnologias disruptivas – que vão desde infraestrutura em nuvem, serviços empresariais, aplicativos, Internet das Coisas (IoT), Big Data, Inteligência Artificial (IA), machine learning, Realidade Aumentada (RA), Realidade Virtual (VR)…enfim um verdadeiro arsenal capaz reduzir custos operacionais e de logística, acelerar operações e gerar crescimento rápido por meio da automação e inovação.

Para se ter uma ideia de como avança esse trem expresso em movimento, a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) estima que, entre 2018 e 2021, serão investidos R$ 249,5 bilhões em tecnologias de transformação digital – como Internet das Coisas (IoT), Big Data, Analytics, Inteligência Artificial (IA) e Segurança da Informação. Uma janela de oportunidades em solo nacional.

Mas essa evolução ainda não é para todos, ao menos por enquanto. Segundo o instituto de pesquisas global Gartner, são as grandes organizações que possuem, em média, maior capacidade digital que as empresas menores. Isso porque, de acordo com seus estudos, implementar estilos dinâmicos de trabalho, estruturas de trabalho e de equipe pode representar um alto investimento.

Virando a chave

Temos que considerar (ou melhor, destacar) que a tecnologia é um meio de viabilizar a transformação digital – e não o fim disto. Isso porque ela não está relacionada apenas ao uso de “tecnologias disruptivas” e, sim (fundamentalmente), às pessoas. De nada adianta implementar a melhor solução do universo, se o time não está preparado. E pior: se a equipe não está engajada à nova cultura.

Por essa razão, é vital que elas sejam preparadas para atuar no mundo digital. E isso passa por uma mudança de mentalidade. Precisam estar abertas a novos modelos de trabalho, atuação em equipe, apoiadas no conceito de colaboração, visão 360° e dispostas a integrar grupos multidisciplinares, que integram diferentes ideias, habilidades, culturas e gerações – uma verdadeira fábrica de inovação.

Esse novo cenário também exige velocidade de ações. Os clientes de hoje são vulneráveis, não toleram serviços lentos, interrupções e tudo precisa estar a um clique. O mercado, portanto, se movimentou para atendê-los com serviços inovadores, impulsionando a demanda por tecnologias capazes de transformar negócios.

Por outro lado, fornecedores de soluções da nova era correram em adotar metodologias ágeis para desenvolvimento de software, como Agile, DevOps, Scrum, Kanban e Lean, tendo como bandeira entregas rápidas para um atendimento ágil e assertivo.

Nesse ambiente disruptivo, as paredes caíram. Abriram espaço para a integração e interação, onde gestores, colaboradores, CEOs e C-Levels formam um blend de sucesso. Nesse sentido, é fundamental olharmos para novas competências em dois pilares fundamentais: técnica e liderança.

Hoje, cada empresa tem um nível de maturidade digital. As companhias mais avançadas já aplicam essas metodologias e frameworks em áreas distintas da TI, como Produtos, Inovação, Marketing, Negócios, RH e Inteligência de Mercado.

E essa maturidade digital depende de como está estruturada a companhia, e o quanto ela está disposta a desafiar sua cultura, seus modelos de negócio, sua forma de entregar seus produtos e serviços e de como seu time pode ser estimulado para uma nova forma de atuar no mercado – tudo isso em sintonia com seu ecossistema de negócios e de conhecimento e, especialmente, do seu apetite em se tornar, de fato, uma empresa da era digital.

Não temos mais espaço para esperar que a disrupção ocorra lá fora. Temos que perseguir todos os dias uma forma vencedora de atender às expectativas do consumidor e das novas dinâmicas do mercado.  Essa busca diária de formas de quebrar os nossos próprios modelos e sermos nós mesmos os disruptores do negócio atual, visa a sustentabilidade do negócio frente às novas dinâmicas, desafios e oportunidades. Só depende de nós.

 

 

Publicado em:

Estrategias que Transformam

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