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Transformação Digital
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O novo cenário

O avanço da tecnologia e a facilidade de acesso por parte dos consumidores tem feito com que os clientes optem pelas marcas que sejam inovadoras, disruptivas e que adotam ferramentas que facilitem os serviços rotineiros. O mesmo vale para os bancos. Mas de que forma as instituições financeiras estão se adaptando a esse cenário de transformação digital? O que esperar do futuro dos bancos em meio às novas tecnologias? É o que abordaremos a seguir.

Não é novidade que uma das principais maneiras de alcançar novos clientes é por meio de tecnologias digitais e os bancos já perceberam isso. A prova é que esse setor tem investido em melhorias constantes diante da importância dos canais virtuais e móveis. Os clientes buscam cada vez mais comodidade da tela dos seus smartphones, o que tem tornado essas ferramentas mais importantes do que as próprias agências bancárias.

Nesse cenário, as fintechs, a exemplo do Nubank, têm ganhado cada vez mais força.

Transformação digital no setor bancário

Para analisar o futuro dos bancos em meio à transformação digital é preciso compreender o comportamento do consumidor. A pesquisa intitulada “Transformação digital no setor bancário: Descobertas sobre consumidores” realizada pela Deloitte, por exemplo, apontou que existe uma variação entre os sistemas bancários e o comportamento dos usuários de acordo com os mercados e regiões geográficas, mas que os consumidores estão prontos para um nível maior de engajamento com os canais bancários.

Foram entrevistados 17 mil consumidores bancários em 17 países e desse total 84% utilizam serviços bancários online e 72% utilizam aplicativos móveis para realizar operações. Diante de dados como esse é possível afirmar que os bancos precisam investir continuamente em tecnologias para atender às demandas exigentes dos seus clientes que buscam serviços inovadores. E é nesse cenário que entram as fintechs.

O que são fintechs?

Muitas pessoas já fazem uso dos serviços das fintechs mesmo sem saber. A denominação tem origem na junção das palavras financial (financeiro) e technology (tecnologia) e chegaram para reformular a área de serviços financeiros com processos totalmente tecnológicos, como o próprio nome diz.

As fintechs buscam soluções que facilitem e solucionem problemas, como a utilização de serviços com mais rapidez e segurança e esse é um dos motivos que têm contribuído para que essas empresas tenham crescido significativamente nos últimos anos: 359% entre agosto de 2015 e maio de 2017.

Importante destacar que as fintechs não restringem a bancos digitais, apesar destes se destacarem, mas possuem atuação em diversas áreas como pagamento, crédito ou empréstimo, bitcoins, crowdfunding, investimento e controle financeiro, por exemplo.

O Nubank é um exemplo de fintech de sucesso e que tem expandido a cada ano. Surgida em maio de 2013 como um cartão de crédito isento de tarifas ou anuidades e 100% digital, quatro anos depois dobrou sua base de clientes com relação a 2016, alcançando um total de 3 milhões de pessoas. Esses dados mostram que os consumidores estão cada vez mais dispostos a apostar nesse tipo de tecnologia.

Crescimento das fintechs?

Pesquisas realizadas nos últimos nos, como uma do Fórum Econômico Mundial em agosto de 2017, apontaram que as fintechs mudaram os serviços financeiros mundialmente, desde a estrutura e entrega, até o consumo, apesar de não dominarem o segmento. Outro ponto importante é que os bancos 100% digitais conquistaram sucesso no que se refere à inovação e experiência do usuário.

Dados como esse contribuíram para o crescimento das fintechs no Brasil: até o final de 2017 eram 309, 41% a mais do que no ano anterior. Os resultados em investimentos superaram os US$ 160 milhões apenas em 2016, o que colocou o Brasil entre as 10 maiores do mundo nessas startups. Em 2019, já eram 55º fintechs, de acordo com o estudo Fintech Mining Report 2019 realizado pela Distrito, uma holding de negócios voltados à inovação.

Parceria entre bancos e fintechs

Em meio a esse crescimento das fintechs, não apenas no Brasil, mas em todo o mundo, os bancos precisaram buscar soluções para se manterem lucrativos e passaram a focar na experiência do consumidor. Apesar desse esforço, as instituições bancárias falham ao dedicarem esforços apenas nos canais, processos e produtos, quando a tendência é o foco no consumidor. E é por isso que as fintechs vêm ganhando cada vez mais espaço.

O que esperar do futuro dos bancos?

Para se manterem competitivos e atenderem às demandas dos clientes com satisfação, os bancos precisam investir em novas tecnologias. Uma solução pode ser firmar parcerias com fintechs, possibilitando a adoção de sistemas baseados em nuvem com código aberto e infraestruturas atualizadas.

Para sobreviverem em meio às exigências da sociedade atual, as instituições bancárias precisam responder às necessidades dos clientes por meio de serviços inovadores, bem como a implementação de processos e serviços mais ágeis, com o uso de nuvem, que possibilita o acompanhamento em tempo real do crescimento e mudanças das plataformas.

Uma pesquisa da Deloitte sobre o assunto realizada entre fevereiro e março de 2017 apontou que os profissionais que atuam na área financeira apostam que a inovação tecnológica é a principal influenciadora do futuro dos bancos, considerando tecnologias como pagamento mobile, robótica, internet das coisas (IoT), wearables, blockchain e biométrica. Foram pesquisados mais de 200 executivos seniores.

Algumas empresas já deram um passo à frente no atendimento a essas expectativas, a exemplo da Amazon, que lançou um serviço online e isento de taxas; o Amazon Cash, no qual os usuários têm a comodidade de carregar suas contas do site nos pontos de vendas físicos por meio de um código de barras enviado por SMS ou e-mail.

No Brasil, alguns bancos já adotam algumas ferramentas tecnológicas. O Bradesco, em 2017, já havia migrado 100 mil correntistas para uma plataforma 100% online, de acordo com uma publicacao da revista Época Negócios, enquanto o Banco do Brasil possibilitou a abertura online de contas. O Itaú também adotou a modalidade de abertura de contas pela internet, sendo o pioneiro na adoção de tecnologia nas transações.

Mas não pode parar por aí. Os bancos precisam continuar investindo em ferramentas tecnológicas que facilitem cada vez a vida de seus clientes.

Publicado em:

Estrategias que Transformam

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