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Transformação Digital
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O que o mundo está fazendo?

O termo Transformação Digital será um dos mais comentados no mundo do varejo nos próximos anos. Aqui no Brasil ele ainda está começando, mas lá fora já é mais do que uma realidade. É algo inserido no dia a dia das marcas. Por aqui, tenho visto algumas vagas de gerente ou head (acho demais quando se usa palavras em inglês para falar a mesma coisa) de Transformação Digital, isso mostra que algumas empresas já estão mais antenadas. 

Por tudo que tenho estudado, lido e ouvido, posso afirmar que a Transformação Digital é uma revolução tão ou mais poderosa na vida das marcas como foi a internet há alguns anos. O que me deixa preocupado é ver que, em 2019, ainda há muitas empresas que não entenderam a internet. Como elas vão entrar na Transformação Digital com sucesso? Na Transformação Digital, post em Facebook não é estratégia!

Transformação Digital pelo mundo

O evento Whow, promovido pelo Grupo Padrão, possui um portal com muitas notícias sobre inovação. Segundo uma matéria, “a Suíça foi apontada como o país mais inovador do mundo pelo 9o ano consecutivo, de acordo com o ranking atualizado da Global Innovation Index. Já a China tem sido um dos maiores destaques do estudo desde 2018, sendo a única economia emergente a figurar no top 20 da lista”. E o Brasil? Bem, esse vai bem obrigado. Aqui, a inovação é post com motion no Instagram…

As startups no Brasil são um caso a parte. Tem muita gente fazendo coisas bem legais. Tomei conhecimento de uma que opera no Canadá, mas criada por Brasileiros, chamada Predict Vision. Seu core está em oferecer tecnologia de inteligência artificial para médicos gerarem diagnósticos usando quase que um consciente coletivo para isso. 

Starups iniciando o processo

Para uma empresa entrar no universo da Transformação Digital é preciso que a cultura da empresa esteja inserida no universo digital. Importante, por exemplo, que a liderança use com freqüência Banco Inter, Rappi, Uber, Netflix e Amazon. Não porque essas empresas são “moderninhas”, mas porque usar esses aplicativos com freqüência mostra que o digital está inserido no DNA dos líderes que vão comandar as empresas e isso é fundamental, pois mostra um conhecimento do universo que vai muito além do post nas Redes Sociais ou o post no Blog.

O universo das “techs” tem crescido muito e engloba fintechs (financeiro), proptechs (imobiliário), ittechs (tecnologia da informação), lawtechs (legislação), healthtechs (saúde), hrtechs (recursos humanos), edtechs (educação), sportstechs (esportes), entre outros. Essas “techs” não estão pensando em como entrar na onda da Transformação Digital, elas já nasceram na onda. A PredictVision entra no conceito de healthtechs, ao passo que a DeepLegal aborda o conceito de lawtechmonitorando ações judiciais baseadas em inteligência artificial, machine learning e big data que monitoram, comparam e predizem carteiras de ações judiciais. iSportistics é uma sportstech que por meio da inteligência artificial e machine learning, interpreta, formata e analisa conteúdo esportivo para atletas, treinadores, equipes, fãs e mídia. E por ai vai. Todas essas no Brasil. Porém, é preciso entender que fora do Brasil, Machine Learning e Inteligência Artificial são apenas um dos pilares da Transformação Digital como um todo, e repito: são empresas que não buscam se adaptar, elas já nasceram nesse conceito e por serem menores – consequentemente menos burocráticas – conseguem se mover mais rápido, no sentido da Transformação Digital, do que uma Ambev, Coca-Cola ou Chevrolet.

Suíça é a mais inovadora

O estudo do Whow mostra que a empresa Aktiia desenvolveu uma pulseira de monitoramento de pressão arterial com sincronização a smartphones. A tecnologia combina sensores óticos comuns e algoritmos de software para medir a pressão sanguínea de um indivíduo. Outra empresa que merece destaque é a Wayray que desenvolve tecnologias de realidade aumentada holográficas para veículos do futuro, e entre seus investidores estão nada menos que a Porsche e a Hyundai, gigantes que, como as citadas no parágrafo anterior, são muito burocráticas para mudança de rumo, mas investir em Startups reduz esse período de mudança e gera benefícios para as marcas.

Suécia em 2o lugar.

Sinceramente, jamais esperaria a Suécia desenvolvida nesse mundo de startups e da Transformação Digital, talvez porque eu nunca tenha visto uma empresa inovadora que soubesse ser de lá. Conheci por meio da matéria a KRY, que torna o atendimento mais acessível e conveniente através de chamadas de vídeo totalmente gratuitas 24h ao dia.

Nos EUA, as mais valiosas

Por mais que a Suíça tenha alguns projetos inovadores, é nos EUA que as empresas mais valiosas se encontram. A SpaceX, por exemplo, do famoso Elon Musk, vale mais de 30 bilhões de dólares e o coworking WeWork – sucesso no mundo todo – vale quase 45 bilhões de dólares. Os EUA são uma escola de marketing desde que esse termo foi criado. Lá surgiu a Apple, Google, Microsoft, IBM, GM, GE ícones da industria e marcas que já figuraram – e figuram – entre as mais valiosas do mundo.

Reino Unido

Uma empresa por lá me chamou a atenção, a Prodigy Finance, uma plataforma digital especializada em empréstimos a estudantes internacionais de pós-graduação, que arrecadou US$ 1,3 bilhão. Transformação Digital é, em muitos casos, fazer o que outras empresas fazem, mas com uma experiencia melhor. Qualquer banco empresta dinheiro para alunos,  mas essa resolveu ter um nicho e com certeza uma boa experiencia. 

Ranking

Segundo o estudo da Whow: Suíça, Suécia, EUA, Holanda, Reino Unido, Finlândia, Dinamarca, Cingapura, Alemanha, Israel e Coréia do Sul, nessa ordem, são os países mais inovadores do mundo, ao passo que o Brasil deve estar entre as posições 60 ou 70 na lista. Chile e Uruguai, países economicamente menos representativos, estão a frente do Brasil, o que é triste. 

Startup é apenas um dos pilares da Transformação Digital no mundo. São importantes, pois focam em problemas que as grandes empresas ou demoram, ou não se interessam em resolver, porém, podem ser empresas que de Startups se tornem grandes empresas como casos do WhatsApp, Netflix, Uber e Rappi por exemplo, crescimento ágil, rápido e que hoje valem alguns bilhões. 

E o Brasil?

Talento? Temos! Recursos? Temos! Tecnologia? Temos! Público apaixonado por digital? Temos! Coragem para inovar? Veja bem…

Publicado em:

Estrategias que Transformam

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