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Transformação Digital
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Futuro das marcas

Marcas que não estiverem atentas a Transformação Digital podem começar a ver quais caminhos seguir, mesmo no universo do varejo. Eu costumo comparar o que vivemos hoje, com o que vivemos no fim da década de 90 com a Internet: a revolução foi tão grande, que não só surgiram grandes marcas devido à Internet, mas outras se foram, porque não apostaram na Internet. Vale sempre citar a Kodak e Blockbuster, para reforçar que a tecnologia não veio para destruir nada, mas para somar àqueles que tem visão de futuro. E lembrando, o futuro pode ser a semana que vem.

Se na década de 90, as marcas mais valiosas e amadas eram McDonalds, IBM, General Motors, hoje as preferidas são marcas que, na época, nem existiam, como Rappi, Netflix ou Amazon. Escrevo esse artigo pós-carnaval, em que afirmo com tranquilidade que em meu Facebook vi muito mais pessoas brincando que estavam no bloco “Unidos do Netflix” do que nas ruas, que obviamente, estavam lotadas. 

Algumas das pessoas que ali estavam foram surpreendidas com roubo de seus aparelhos. Qualquer pessoa sabe que é só ir lá para ver milhares de foliões que ao invés de se divertirem, estavam tirando selfies para o Instagram e tornam-se alvos fáceis. Esse comportamento, cada dia mais normal, não existia quando, na década de 90, quando eu era um dos adolescentes dos bloquinhos. E estamos falando de 20 anos e não de 200! Transformação Digital é isso, ela transforma comportamentos baseado no que a tecnologia oferece. 

O que ela oferece?

Em meu livro “Transformação Digital. Como a inovação digital pode ajudar seu negócio nos próximos anos”, eu denomino tudo o que essa revolução mostra como sendo o guarda-chuva da Transformação Digital. Proponho que esse guarda-chuva traga mais de 40 iniciativas dentro dessa estratégia, sendo, o BigData como a iniciativa que tudo une. Apresento uma defesa de que o BigData é de extrema importância para que a estratégia de Transformação Digital se concretize, talvez, fazendo um paralelo, o BigData seja tão fundamental para a Transformação Digital como uma plataforma seja para um e-commerce, não que a Transformação Digital não funcione sem o BigData, mas sem ele as empresas coletarão dados de onde, para o que e como? E se conseguir coletar, via alguns Analytics, quem vai trabalhar os dados para tomada de decisão? O Excel?

Tecnologia está ai para ser usada

E não há como fugir disso. A tecnologia está cada dia mais inserida na vida das pessoas. As vezes esquecemos disso, mas precisa ser sempre lembrado. Walter Longo, em seu livro diz que a Internet está tão inserida em nossas vidas, que só damos conta do quanto estamos presos nela, quando estamos sem sinal no celular ou sem luz em casa. Parece que nossa vida para porque estamos sem internet, não é mesmo? Então, se o ser humano pensa e age assim, é porque ele está tão consumido pela tecnologia como nunca antes, logo, as marcas precisam usar isso a seu favor. E usar tecnologia não é apenas dizer que tem um site, dispara email pela plataforma de automação e faz campanhas com mídia programática. Usar tecnologia é, usar ferramentas e mais ferramentas para entender comportamentos e, baseado nisso, tomar decisões de campanha, conteúdos, aplicativos e soluções que gerem negócios para as marcas, baseado em entendimentos das pessoas. 

Fintech

Um dos grandes assuntos do momento, até pelo grande sucesso do Nubank, são as Fintechs. Será que vale a pena ter uma? Por exemplo, o Magazine Luiza lançou a sua conta digital em parceira com o Banco do Brasil. Isso em Setembro do ano passado. A pergunta que fica é: isso foi criado por uma ideia dentro da empresa, ou por sistemas que identificaram essa tendência de comportamento? Não estou dentro da empresa para saber, mas de fora, seria interessante saber se a empresa teve insights baseados em estudos comandados por uma ferramenta de BigData, para tomar essa decisão, até porque além da tecnologia trazer as tendências, existem ferramentas de pesquisa que coletam dados de entrevistas e comportamentos, como TGI ( Target Group Index ), Marplan, por exemplo, que auxiliam na tomada de decisão. De novo, a tecnologia a serviço do negócio.

Inteligência artificial

Outro campo vasto para explorar no guarda-chuva da Transformação Digital, um campo que eu vejo como um enorme coletor de dados de comportamentos em tempo real e de diversas formas. A BIA, do Bradesco, é um exemplo. Quanto mais você usa, mais ela aprende sobre você, entretanto, o Bradesco pode colocar alguns sensores nas agências para poder entender ainda mais sobre as pessoas. Quanto mais dados as empresas conseguirem sobre os seus consumidores, melhor, e quanto mais fontes, mais dados. O BigData ajusta tudo isso em uma comunicação única e que se baseia em dados para tomadas de decisão de marketing e comunicação.

Campo vasto

A Transformação Digital está só começando. O campo é vasto, o aprendizado é diário. Sabemos que ela só começa quando a cultura da empresa está orientada ao digital. Se a cultura da empresa ainda é apegada ao offline, infelizmente, nem todas as ferramentas vão ajudar na sua transformação. Transforme pessoas e depois os negócios, mas as pessoas de dentro, pois o consumidor, esse está transformado há tempos!

 

Publicado em:

Estrategias que Transformam

Um comentario em “Transformação digital: Unindo estratégia e tecnologia em prol da marca.

  1. Fazendo apenas um alerta, onde se le TGI Marplan, são produtos diferentes Target Group Index (TGI) é um produto Kantar Ibope Media

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