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    Transformação Digital
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    Mudanças no mercado

    A pandemia de Covid-19 e as medidas de distanciamento social para reduzir a propagação do vírus trouxeram novos desafios para o setor varejista, como a imposição da necessidade de mudança e a aceleração de tendências.

    No entanto, as transformações não datam do presente. A indústria viveu essa transição na última década e, com ela, surgiram novos padrões de consumo. Em resposta, o varejo se reinventou para adequar a experiência de compra, a partir da adoção da tecnologia e novas formas de atuação.

    Agora, com a pandemia, despontam novos obstáculos e a exigência de novamente se refazer com criatividade e, dessa vez, mais urgência. Em meio a dificuldades e oportunidades, como será o varejo pós Covid-19?

    Efeito Covid-19 no varejo

    Analistas apostam em um novo varejo pós-coronavírus, movido por conceitos como:

    • Consciência dos processos envolvidos na produção e comercialização de bens e serviços;
    • Propósito, ou seja, os ideais por trás do ato de comprar;
    • Consumo, novas perspectivas de ter e adquirir.

    A previsão é que a transformação global fomentada pela pandemia — e visível na saúde, na economia e no cotidiano — tenha impacto também na cadeia de consumo, fazendo surgir um novo consumidor.

    Nesse sentido, especialistas acreditam que os hábitos de consumo e os motivos que impulsionam as compras serão ressignificados e revestidos de um propósito. Assim, sairiam de moda o comprar por comprar ou simplesmente para ter.

    Por outro lado, entra em cena a preferência por empresas com responsabilidade social e preocupação com a sustentabilidade ambiental, fruto dos processos de reflexões e contingências do período.

    Como consequência, cria-se uma demanda de que as organizações construam posicionamentos sólidos sobre questões que dizem respeito ao coletivo e expressem seus valores de forma clara.

    Infraestrutura online e offline

    Para lidar com os novos imperativos, é preciso, em primeiro lugar, olhar para dentro e organizar a casa. Um caminho para isso passa pela infraestrutura física e digital do negócio, bem como sua capacidade de acolher as demandas.

    Em outras palavras, estruturar processos, procedimentos e fluxos de trabalho para garantir a disponibilidade dos meios de produção, dos produtos e serviços, do atendimento ao público e seus desejos.

    Tecnologia é um elemento crucial para tornar a experiência do consumidor mais prática, intuitiva e completa. Com ela, abre-se uma série de potencialidades de integração do online e do offline de forma complementar.

    É possível agregar as inovações tecnológicas ao próprio espaço da loja, seja oferecendo Wi-Fi gratuito para estimular a interatividade ou conectando os modos físico e virtual de compra e pagamento.

    Ferramentas incluem ainda a adoção de QR Code para finalizar compras presenciais, a oferta de descontos e códigos promocionais via aplicativo, para clientes que compram online e aqueles que visitam a loja.

    O online tem a vantagem de fornecer indicadores para mensurar as estratégias de divulgação e venda, compreender o perfil do público e avaliar sua experiência. As informações obtidas digitalmente são valiosas para organizar e reinventar o presencial.

    Isso reforça a importância de pensar no e-commerce como uma tendência consolidada na pandemia e aproveitar as vantagens de:

    • Lojas virtuais;
    • Marketplaces;
    • Redes sociais;
    • TV digital.

    Em todo o mundo, as vendas pela internet experimentaram um crescimento de 28% em junho de 2020, em relação ao mesmo período de 2019, segundo levantamento realizado pela plataforma internacional Wirecard.

    Os benefícios de investir no comércio eletrônico incluem aspectos como a possibilidade de ampliar o alcance dos negócios, atrair novos públicos, propiciar comodidade para o consumidor e redução de custos para as empresas.

    Logística e rede colaborativa

    São muitos os desafios de infraestrutura em um país com dimensões continentais como o Brasil e questões como logística de transporte e dependência da malha rodoviária precisam ser encaradas com inovação e criatividade.

    A pandemia potencializou as fragilidades logísticas do varejo, com o fechamento de lojas, queda nas receitas e retenção de estoque na cadeia de suprimentos como um todo.

    Entre as alternativas para superar esses entraves rumo a uma logística estruturada está a reorganização e simplificação de processos e fluxos internos, a digitalização das cadeias de abastecimento e a automação de operações do cotidiano.

    Para uma melhor gestão do estoque e escoamento de produtos, uma sugestão é avaliar a adoção de estratégias promocionais como ofertas, descontos e isenção de frete, voltadas para vendas online e físicas.

    Outro ponto a analisar é a flexibilização do atendimento e das condições oferecidas aos clientes, como o prazo de entrega. Oferecer o serviço de entrega para o mesmo dia da aquisição do produto, por exemplo, pode aumentar a rotatividade no estoque.

    Executar esses ajustes fica mais fácil com a construção de uma rede de colaboração que inclua parceiros e fornecedores, bem como a equipe de colaboradores, alinhada aos propósitos e cultura organizacional da empresa.

    Isso significa formar uma rede colaborativa que permita a negociação com fornecedores de itens chaves como teor dos contratos, devolução de mercadorias e prazos de pagamento.

    Mais do que isso, formar uma rede representa construir interfaces múltiplas entre o negócio e a estrutura da indústria, buscar apoio para reinventar práticas e modalidades de atuação.

    Comunicação transparente

    A pandemia sacudiu os hábitos, preferências e necessidades de consumo da população, o que fortalece a centralidade da comunicação no estabelecimento de laços com os públicos efetivo e potencial.

    Valores como solidariedade e responsabilidade social passam a ser mais valorizados e é importante associá-los à marca de forma orgânica, de dentro para fora, de maneira autêntica e embasada no propósito da empresa.

    Ambos, valores e propósito, devem ser comunicados de forma direta e transparente. O mercado precisa saber por que a empresa existe, o que ela busca, qual a sua missão e quais ideais defende.

    É o momento de estar mais próximo dos clientes, atento às suas demandas e pronto para solucionar seus problemas. Como?

    A partir de uma política de comunicação que priorize canais de atendimento e mensagens claras sobre como a empresa e a solução oferecida podem resolver as dores dos consumidores, inclusive contribuindo para que novas demandas sejam percebidas como legítimas.

    Com a internet, o cliente pode estar em qualquer lugar e isso significa que a empresa precisa construir sua presença digital de forma sólida, ocupar os espaços e transformá-los em canais de comunicação direta com seu público.

    A união entre infraestrutura sólida, logística estruturada e comunicação transparente pode fazer toda a diferença para o varejo no cenário pós Covid-19.

    Publicado em:

    Estrategias que Transformam

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