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Brasileiro quer comprar, mas de forma mais rápida e prática!

Em Janeiro de 2018, o Portal Mundo do Marketing, publicou um estudo da empresa Mintel, sobre os novos consumidores e como as pessoas querem consumir em menos tempo. Pessoas querem consumir diariamente, mas quem os ajudar a consumir melhor, terão mais a sua atenção no momento de decisão.

 

O portal apresentou um estudo que vai muito ao encontro do que está ocorrendo na Transformação Digital, onde apontava que Brasileiro quer gastar menos tempos em compras, isso mostra que quanto mais as empresas ajudarem as pessoas a comprar, maiores serão as vendas. Pessoas gostam de marcas que as ajudam a resolver um problema. O Uber é um case disso, ajuda pessoas que perderam o emprego ou precisam de uma renda extra para sustentar a família e por outro lado ajuda pessoas a se locomoverem sem o uso do carro, economizando com gasolina e estacionamento, por exemplo.

 

Segundo a matéria do Mundo do Marketing, Trabalho, casa, estudos, família, tecnologia e trânsito ocupam boa parte do dia das pessoas, que dispõem de menos tempo para estarem com a família, amigos ou até mesmo sozinho, seja em uma refeição ou em momentos lazer. Para conquistar esse indivíduo atarefado, as empresas precisam estar atentas às mudanças em seus hábitos de consumo. O brasileiro costuma passar oito horas trabalhando, quase duas no trânsito, outras duas em atividades domésticas e cerca de três em atividades de lazer, segundo uma pesquisa da Mintel.

 

Conectividade

Segundo Kotler, a conectividade mudou tudo, “a começar pela interação entre pessoas e interação entre marcas”. Graças a isso, aprendemos mais sobre pessoas, marcas e mercados. Pessoas geram muito mais dados – e isso é o novo marketing – do que há alguns anos atrás, novos gestores devem saber trabalhar esses dados para ações de marketing digital, que está, cada vez mais, migrando para conjuntos de ações um-a-um. Antes, os gestores de marca tomavam muitas decisões quase no escuro, conversavam com poucas pessoas para tomar decisão de marca e consumo.

 

Quanto mais as marcas estimularem a conexão dos mundos on e offline, gerando essa conectividade que Kotler prega, mais elas poderão entender o que as pessoas realmente querem. Quando, por exemplo, se estuda Neuromarketing, é possível entender que a boca mente, o cérebro não. Pessoas são movidas por desejos, logo, elas podem até dizer que gostam da Coca-Cola, mas no momento da compra, é a Pepsi que vai para o carrinho do supermercado. Quando a Coca-Cola, em parceria com o Walmart, cria algo que se conecta as pessoas através do seus aparelhos inteligentes, isso transforma a relação marca – consumo de uma forma única, que é o que a Transformação Digital tende a exercer no universo de consumo. Se o Brasileiro quer, mesmo, comprar de forma mais rápida e prática, não é apenas no e-commerce que ele vai conseguir, até porque, esse é um mercado que tem um dificultador em tudo, chamado: Correios. Experiência Omnichannel, ou seja, on e offline, é o que o consumidor espera. E não adianta acreditar que porque o site permite compra online e retirar na loja que está inovando ou dentro da Transformação Digital, pois, acredite, não está. Cansei de ver gestor de marketing passar vergonha ao enaltecer a sua estratégia de compre online e retire na loja. Quem foi aos EUA, desde 2013, sabe que isso é algo tão comum lá como Starbucks a cada esquina.

 

Check out inteligente

Como o da Amazon check out móvel, onde há vários pontos em que o consumidor pode pagar o produto em qualquer ponto, vitrines virtuais, ajuda com realidade aumentada, estoque integrado on e off – caso não tenha na loja a cor da roupa, pode ter no Centro de Distribuição e a pessoa pode comprar e receber em casa em poucas horas – painéis touchscreen inteligente, scanner que ajuda no entendimento do tamanho do(a) cliente, ferramenta como da Sephora, Etiqueta com RFID, hologramas com projeções 3D, escolha de roupa de forma virtual. BigData, que mostra quando a pessoa – por reconhecimento facial – é seguidora das Redes Sociais e o que ela mais gosta de comentar e curtir e/ou, entender suas compras no site e oferecer – via vitrine ou mesmo o vendedor/consultor algo que seja relevante para a compra. Tudo isso e muito mais pode ajudar o consumidor na compra mais rápida e efetiva, ele vai gostar, ter a sua marca como referencia e voltar a comprar sempre que possível. O digital atrai e gera relacionamento. Tenha isso em mente. Sempre!

 

No segmento de Supermercado, veja como o Brasil está muito atrasado na Transformação Digital. Como vimos no estudo do Mundo do Marketing, as pessoas querem comprar cada vez mais rápido e mais assertivo. Supermercado está na lista de segmentos do varejo de necessidade básica, afinal, todos nós temos que comer todos os dias, temos que cuidar da higiene e da limpeza da casa.

 

Tudo isso é vendido no supermercado, certo? Uma tendência no Brasil são os hipermercados se transformarem em pequenos mercados, e por que? Porque o mundo mudou, as pessoas mudaram e as compras de mês, que até a década de 90 eram passeios familiares no sábado pela manhã, não são mais feitas.

 

Me lembro na década de 90, década da minha adolescência. Algo comum na minha casa era o seguinte: meu pai marcava o Barbeiro para as 10h no Shopping Eldorado. Lá estava o seu barbeiro preferido que desde os 18 anos do meu pai cortava seu cabelo, o Wilson. Infelizmente, faleceu em 2008. Wilson trabalhava em um pequeno salão no centro da cidade de São Paulo, próximo onde meu pai trabalhava na época. A amizade veio dali. No inicio dos anos 90, Wilson foi para um Salão no Shopping Eldorado, meu pai, pela amizade, o acompanhou. Até hoje meu pai vai lá, acabou fazendo amizade com outro barbeiro, mas ele não segue mais o padrão da década de 90. Enquanto ele cortava o cabelo, minha mãe e irmã iam no supermercado.

 

Eu, era o corte das 10h30. Quando acabávamos, íamos até o supermercado, localizamos a minha mãe, fazíamos as compras, deixávamos tudo em casa e depois saíamos para comer. Era um ritual, que hoje, na minha casa é facilmente substituído por um compra online, rápida e para a semana e um pedido de comida pelo Rappi ou iFood, outros rituais surgem, outros momentos de consumo, que empresas antenadas, surfam a onda, as que ainda acreditam nos velhos costumes, tendem a ir rapidamente para espaço.

 

Inovar é sempre necessário

Marc Randolph. Talvez de nome você não saiba quem é, mas com certeza, o que ele co-criou você usa com muita frequencia. E chego a arriscar que essa semana você usou o serviço dele: o Netflix. Ele é um grande empreendedor, teve 6 negócios, até em 2004, criar o Netflix, na sua visão, inovar não é nada fácil, mas também não é algo de outro mundo, tal qual, você não precisa ir para o Vale do Silício para inovar.

 

Se pararmos para relembrar o surgimento da Internet no Brasil, uma das frases mais faladas, na época, era o fato de que “agora se conhece tudo a um clique…” e é verdade. Claro que a experiência de estar no local ainda é mais prazerosa que a virtual, mas não se pode mais dar desculpa de não saber de algo pois não se tem conteúdo para isso. A Realidade Virtual, por exemplo, tem como missão trazer a pessoa para um universo único, que pode, dentro de um shopping fazer com que a pessoa sinta a mesma sensação de estar no toboágua de um parque da Disney. Não é a mesma experiência, claro, mas a ideia é trazer para o cérebro a mesma sensação, mas enfim, sendo via Realidade Virtual ou mesmo pesquisa no Google, está tudo disponível para o seu acesso, conhecimento e entendimento. E em diversos formatos como áudio, texto, infográfico e vídeo.

 

Uma dica de Randolph é ser persistente. Não se inova do dia para a noite e nem em 5 minutos. Ele não criou o Netflix em 1 semana, tal qual, o modelo hoje, um dos mais adorados do mundo, demorou um tempo até que caísse no gosto das pessoas. E claro, ele teve diversas mudanças até chegar ao que é hoje. E vai mudar mais vezes ao longo da sua existência. Com ou sem Randolph no comando.

 

O futuro da Transformação Digital

Um estudo da CI&T, uma das mais importantes empresas de Transformação Digital no Brasil, aponta que cerca de “71% do total dos mil CIOs de grandes empresas mundiais afirmam ter consciência de que a transformação digital é necessária para que seus negócios permaneçam relevantes e tenham capacidades competitivas no novo mercado. Em contrapartida, apenas 5% deles dizem que as companhias estão preparadas para realizar essa transformação. Para alcançar uma mudança efetiva rumo ao digital é necessário encontrar um caminho para orquestrar a empresa como um todo. A transformação precisa ocorrer por meio do rompimento de silos, da comunicação e da articulação das diferentes áreas para que trabalhem juntas em busca da agilidade, da velocidade e da inovação que a organização deseja de forma contínua e sustentável.

Publicado em:

Estrategias que Transformam

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