Indústria 4.0

Indústria 4.0: inovação e automação na era digital.

TECNOLOGIA NAS EMPRESAS

Tripulação ET

7/19/20246 min ler

Indústria 4.0
Indústria 4.0

O que é Indústria 4.0

Não é segredo o quanto o mundo se modificou desde a Primeira Revolução Industrial. Desde então, novas tecnologias foram inseridas para automatizar e aprimorar as atividades das empresas continuamente.

Tais transformações, no entanto, sempre forçam as empresas a terem que se adaptar, investir e mudar o seu mindset. Com a indústria 4.0 a história não é diferente. É preciso pensar em novas soluções para sobreviver no mercado. A Internet das Coisas (IoT) é um exemplo de inovar e aproveitar esse momento.

Contudo, é muito desafiador, em especial para empresas mais tradicionais, colocar em prática ações inovadoras, certo? Mas, existem formas de conduzir bem o seu negócio em um cenário de mudança constante. Quer saber como? Então, continue a leitura!

Conceito e importância da indústria 4.0

Para entender o conceito de indústria 4.0 é necessário ter em mente o que configura um cenário de transformação: a tecnologia existente aliada à demanda do mercado. Portanto, o modelo de conectividade, tão característico do momento atual, só foi possível com a popularização da internet, na década de 1990.

Vamos fazer uma breve viagem na história. Em 1990, existia a tecnologia da World Web Wide, Dial up, TCP/IP e xDSL. Também tinha um mercado que precisava se comunicar de maneira mais rápida e eficiente. Resultado? Interações globais, nova forma de entretenimento e barateamento das comunicações.

De lá para cá, só tivemos evolução. Na década de 2000, a internet passou a ser móvel. Em 2015 surgiu a internet das coisas, que está revolucionando os segmentos industriais por meio da integração e transação eletrônica, otimizando processos produtivos.

Nesse contexto, a indústria 4.0 pode se desenvolver e consolidar como uma nova era para as empresas. Embora muito se fale sobre essa mudança na indústria, o termo só surgiu em 2001, na feira de Hannover (Alemanha) e abrange todas as inovações tecnológicas nos campos de automação, controle e tecnologia da informação. O objetivo principal dessa indústria é conectar máquinas, sistemas e ativos para criar redes inteligentes para ajudar na produção.

São cinco os pilares que norteiam a indústria 4.0:

  • capacidade operacional otimizada para receber e analisar o volume de dados com agilidade;

  • virtualização das informações que permite reproduzir o funcionamento das fábricas de maneira fiel no ambiente virtual para monitorar e rastrear os processos remotamente;

  • descentralização do trabalho que consiste no aprimoramento dos processos de produção por meio de módulos inteligentes;

  • orientação a serviços com softwares específicos para isso;

  • modularidade que visa flexibilizar as tarefas e mudá-las de dispositivos com facilidade.

    Além dessas bases, podemos notar a indústria 4.0 em diversos outros campos da tecnologia, como a IoT, que vai além da conectividade dos objetos. O objetivo das soluções que surgirem nessa área será suprir o big data do varejo, coletando dados e fazendo correlações para orientar estratégias para o negócio.

Quais os desafios da indústria 4.0?

A indústria 4.0 aponta números promissores. Para o mercado de IoT, por exemplo, a projeção é que até 2025 haverá aplicações fixas e de curto alcance para todos, como relógios inteligentes, dispositivos associados a smartphones, smart metering (medidores inteligentes de energia elétrica), entre outros.

O desenvolvimento será tão rápido no campo da internet das coisas que a estimativa é que, até 2025, haverá sete bilhões de dispositivos conectados usando IoT e rede móvel.

Entretanto, ainda que seja inevitável toda a transformação da indústria, muitos desafios impedem as empresas de investir na indústria 4.0. O maior deles é manter a segurança dos dados. Como a conectividade é imprescindível nesse modelo de negócio, é preciso se preocupar o ciber crime.

Uma das formas de vencer esse obstáculo é investir em aparelhos adequados para garantir a segurança digital, pensar na criptografia das informações para que tudo seja devidamente armazenado e transportado, sem intervenção de terceiros.

Outro desafio são as pessoas. Por mais que a mudança seja necessária, muitos possuem resistência às novidades, pois estão acostumadas com o status quo. É difícil convencer e mudar o mindset dos colaboradores do seu negócio, inclusive, dos tomadores de decisão.

A dica para tentar implementar uma nova cultura e visão de negócio é começar em setores menores e fazer todas as ações de maneira gradativa. Evitar rompimentos bruscos pode ser o caminho para a aceitar a transformação. Além disso, é importante capacitar a equipe para que estejam preparados com os impactos na sua rotina.

Por fim, o terceiro maior desafio da indústria 4.0 é a diversidade. Seja qual for a tecnologia ou processo implementado, a empresa precisa ser capaz de filtrar os diversos dados que chegarem, separando o que é mais relevante.

Como o empresário pode fazer parte dessa nova indústria?

Vencer os obstáculos e inovar, não apenas para sobreviver, mas para se destacar em um mundo em constante mudança não é uma tarefa fácil. Contudo, existem maneiras de melhorar a atuação da sua empresa: transformando o mindset dos líderes e a cultura de trabalho.

Como fazer isso? Bom, segundo Clayton Cristensen, autor de “O Dilema da Inovação”, existem três formas das companhias inovarem para crescer. São elas:

Leia Também...

Investir em novos mercados

Muitas empresas, principalmente as mais tradicionais, caem na armadilha de focar apenas em um mercado e não conseguem enxergar possibilidade de explorar outros nichos.

No entanto, investir em novos mercados não é simples. Demanda muitos recursos, pesquisa e desenvolvimento, podendo demorar anos para trazer resultados. Contudo, desde o momento que o segmento principal vai crescendo, ele passa a atrair potenciais clientes que nem sempre estavam no radar do negócio. Esses dados, pouco checados pelos gestores, são fundamentais para guiar novos empreendimentos.

Agregar valor em produtos existentes

Se está difícil abrir novos ramos da empresa, que tal agregar valor aos serviços ou produtos já existentes? Essa é mais uma maneira de inovar e acompanhar o desenvolvimento da indústria 4.0.

Uma boa forma de valorizar suas ofertas é se relacionar melhor com os clientes e entender quais necessidades ainda não foram atendidas. Assim, é possível desenvolver ações para melhorar o seu portfólio. Embora seja uma solução interessante, o seu retorno pode ser menor do que diversificar o mercado de atuação.

Foco na eficiência

O terceiro passo para crescer na indústria 4.0 é tornar a empresa mais eficiente, ou seja, cortando custos para acelerar o desenvolvimento. Embora seja uma opção que traga retorno rápido em curto prazo, não é suficiente para transformar a companhia de fato, a não ser que esteja aliada a outras ações.

No entanto, não adianta investir nesses caminhos se a cultura da empresa não passar por transformações. Na indústria 4.0, a cultura exponencial é essencial para que a companhia se mantenha em destaque no mercado.

De acordo com Salim Ismail, autor do livro “Organizações Exponenciais, os líderes nas grandes empresas terão que deixar de comandar e controlar suas equipes. É necessário que o time tenha autonomia para criar e realizar suas tarefas. Para isso, as companhias precisam munir os colaboradores com ferramentas que estimulem esse processo, como equipes multidisciplinares e metas bem claras.

As empresas consideradas mais inovadoras do mercado, como Google e Spotify, por exemplo, operam de maneira descentralizada e dão autonomia aos seus funcionários. Com OKR’s e Squads, eles implementaram métodos de gestão para organizar os times de forma simples e eficiente para o desenvolvimento no mercado.

E por que investir nesse modelo? Porque eles permitem respostas rápidas, mais adaptabilidade e flexibilidade na tomada de decisão, que são características essenciais para quem deseja inovar. Além disso, estimula hierarquias horizontais e conseguem oferecer soluções mais eficientes para os consumidores, que está cada vez mais exigente quando o assunto é velocidade e qualidade, seja nos produtos ou no atendimento.

Salim Ismail ainda acrescenta que é necessário gerar um mindset empreendedor aos colaboradores, algo que é o contrário das estruturas de gestão na maioria das organizações. Para isso, os gestores precisam deixar claro qual o propósito do negócio, o que o autor chama de MTD (Massive Transformative Purpose ou Propósito Transformador Massivo, em português).

O MTD é uma frase que mostra o direcionamento da empresa e que une o time. A maioria das companhias exponenciais tem um MTD: o do TED, por exemplo, é “Ideas worth spreading”, da Apple é “Think Different”. Elas mostram a essência e a aspiração da empresa, além de propor mudanças radicais.

O MTD não é apenas para as pessoas que trabalham na empresa, mas se estende aos stakeholders (fornecedores e usuários), trazendo mais engajamento para a marca e, consequentemente, mais acesso à novas ideias.

Seja praticando a cultura exponencial, investindo mais em novos mercados ou em tecnologias, como a IoT, o mais importante é ter a percepção de que a indústria 4.0 é uma realidade. Portanto, pede mudanças disruptivas, tanto para a sociedade, quanto para os negócios. Conduzir tais transformações é fundamental para que seu negócio prospere. Que tal começar a mudar o mindset e inovar hoje mesmo?